Salvador, 17/07/2026 19:08

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“Decisão sem base técnica”: Wagner condena tarifaço dos EUA e critica uso do PIX como pretexto para retaliação

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Senador apontou que postura americana é agressiva e que país não pode impedir o Brasil de ter tecnologias financeiras

O senador Jaques Wagner (PT) criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. Em entrevista nesta quinta (16), o parlamentar declarou: “Não tem base técnica. O Brasil compra mais do que vende para os EUA, nossa relação é lucrativa para eles. Alegaram que o PIX prejudica empresas americanas de cartões, mas não podem nos impedir de ter uma tecnologia que nos orgulha muito”, defendeu.

Para o senador, o sucesso do PIX incomoda cartões americanos que perderam fatia de mercado no Brasil. “O PIX é uma inovação fantástica que incluiu a população de menor poder aquisitivo no sistema financeiro, sem cobrar taxas. Classificar isso como afronta aos interesses americanos é um equívoco grave. Não podemos parar de progredir e de facilitar a vida do nosso povo para proteger o mercado de empresas estrangeiras. Não vamos abaixar a cabeça”, pontuou.

O senador também destacou o etanol, combustível sustentável desenvolvido pelo Brasil há décadas, como outro alvo de disputa comercial injusta sob o pretexto de controle de acesso. Wagner analisou a postura do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro e sua família, que foram aos EUA repetidas vezes para endossar punições ao Brasil.

“É uma falta absoluta de bom senso e de nacionalismo. Em vez de defender o desenvolvimento do Brasil, o candidato vai ao exterior propor a entrega de metais raros, riquezas e nossa autonomia. Em momentos como este, a defesa do interesse nacional deveria estar acima de disputas eleitorais”, criticou Wagner, lembrando que, no ano passado, ele próprio liderou uma comissão suprapartidária, inclusive com membros da oposição, para reverter o primeiro tarifaço em Washington.

Como resposta ao tarifaço, Jaques Wagner defendeu uma postura de firmeza diplomática e diversificação das exportações brasileiras. “O que resta ao Brasil é buscar novos parceiros comerciais e ampliar a nossa frente comercial internacional”, concluiu.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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