Durante agenda no Centro Histórico, gestor soteropolitano defendeu afastamento entre tribunais e disputas partidárias, afirmando que ativismo dos magistrados desestabiliza a democracia.
A crise de credibilidade institucional que afeta as cúpulas do Poder Judiciário no Brasil motivou um posicionamento incisivo do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), durante entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (9), no Pelourinho. O gestor sustentou que a estabilidade democrática do país exige magistrados estritamente técnicos e acusou a proliferação de decisões monocráticas de cunho político pelo desgaste sem precedentes vivenciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Bruno Reis defendeu os limites constitucionais das cortes e cobrou que o debate eleitoral permaneça no Parlamento e nas urnas. “Eu defendo um Judiciário independente, um Judiciário livre da política, sem interferências políticas. O Judiciário não pode ser ambiente da política. O ambiente da política é a Câmara dos Deputados, é o Senado, são as disputas nas eleições para se ter uma democracia com autonomia”, argumentou o prefeito.
O líder político associou diretamente as turbulências judiciais recentes ao abandono da neutralidade funcional. “Acho que um dos problemas hoje do Judiciário, que está sofrendo esse desgaste e a maior crise da história que passa o Supremo, é justamente pelas interferências e pelas decisões políticas. Cabe ao Judiciário decidir com base na lei, não com base em critérios políticos”, concluiu o prefeito de Salvador.