Salvador, 31/03/2026 19:34

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Daniel Almeida destaca autonomia tecnológica e homenageia Hélio Rocha na inauguração do Minex Hub

Foto: Divulgação
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O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Daniel Almeida, participou nesta terça-feira (31) da inauguração do Minex Hub Professor Hélio Rocha, em Salvador. Em seu discurso, Almeida reforçou o compromisso do governo federal com a autonomia tecnológica e a exploração soberana dos minerais críticos, alinhando a atuação da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) à estratégia nacional de transição energética.

O secretário destacou que o interesse global não se limita às “terras raras”, mas se estende a diversos minerais estratégicos presentes no subsolo baiano.

“O mundo está de olho nos minerais críticos que existem no Brasil. Na Bahia, temos o conhecimento de que esses minerais podem ser processados aqui, e não apenas vendidos como matéria-prima bruta. Isso coloca o estado na rota da transição energética mundial”, afirmou.

Almeida ressaltou que o desenvolvimento dessa cadeia produtiva depende do fortalecimento das universidades e dos Centros de Tecnologia (ICTs) da Bahia, garantindo que o conhecimento gerado se transforme em riqueza para a população.

Resistência e Apoio Institucional

Sobre a trajetória para a abertura do hub, o secretário mencionou os desafios enfrentados pelo projeto. “Forças poderosas tentaram impedir que esse ramo fosse inaugurado. O mais importante é que ele foi feito com recursos próprios do Estado e da CBPM, contando com o apoio decisivo da Secretaria de Ciência e Tecnologia e do governador Jerônimo Rodrigues”, pontuou, prevendo que, em breve, a indústria buscará o hub como referência em soluções tecnológicas.

A Biblioteca de Hélio Rocha: Riqueza para a Bahia

Um dos momentos mais marcantes do discurso foi a homenagem pessoal ao Professor Hélio Rocha, a quem Almeida chamou de “pai intelectual”. O secretário compartilhou histórias curiosas do mestre, incluindo o hábito de levar uma escova de dentes no bolso ao dar aulas durante a ditadura militar, prevendo uma possível prisão.

O secretário também relembrou o ciúme do professor sobre seu acervo bibliográfico: “Ele não deixava ninguém entrar na biblioteca. Dizia que só entraria se fosse de sunga ou cueca, para garantir que não levaríamos nenhum livro. Ele sempre dizia que ‘livro não se empresta, pois quem devolve não presta'”.

Ao final, Daniel Almeida celebrou a doação da família de Hélio Rocha, que transferiu todo o acervo do professor para o Estado da Bahia. A biblioteca, considerada de “valor imensurável”, agora integra a Fundação Pedro Calmon, garantindo que as futuras gerações tenham acesso ao conhecimento acumulado pelo mestre ao longo de seus 99 anos de vida.

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