O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) saiu em defesa do maior protagonismo para o seu partido nas articulações da base aliada do governo Jerônimo Rodrigues (PT) para as eleições de 2026. Em entrevista concedida para a imprensa nesta segunda-feira (26), o parlamentar disse que, apesar do histórico de fidelidade da legenda ao projeto político iniciado com Jaques Wagner em 2006, a sigla nunca foi contemplada com espaços estratégicos na chapa majoritária.
“O PCdoB sempre esteve nesse projeto e abriu caminhos. Eu fui candidato a senador em 1998, nas primeiras disputas que a esquerda fez para o governo da Bahia. A gente chegou lá em segundo lugar. Em 2002, o deputado Haroldo Lima também disputou o Senado. Mas, quando vieram as vitórias, a partir da aliança com o centro, o PCdoB ficou de fora da chapa majoritária”, disse Daniel.
Na oportunidade, o deputado reconheceu o apoio do governo estadual em disputas municipais importantes, como as candidaturas à Prefeitura de Salvador de Alice Portugal, em 2016, e de Olívia Santana, em 2020.
“Disputamos duas vezes a Prefeitura de Salvador, uma com Alice, com apoio do governador e da base, e outra com Olívia, que também teve compreensão do grupo. Mas achamos que há espaço para um ajuste com todos os partidos da aliança. O PCdoB quer estar na mesa”, seguiu.
Além disso, Daniel Almeida disse que o partido já pleiteou, em outras ocasiões, cargos estratégicos como uma vaga no Tribunal de Contas, mas entende as dificuldades na composição política. “Compreendemos perfeitamente as dificuldades que acontecem quando o time é grande, quando tem muitos craques para jogar. Armar o time fica mais difícil”, destacou.
Por fim, o deputado reforçou a importância da unidade do grupo político liderado pelo PT. “O fundamental é estarmos unidos e fazermos a disputa para ganhar. Isso, acho que a gente tem conseguido manter com êxito”, finalizou.
