O senador e pré-candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (7) que a manutenção de Geraldo Júnior (MDB) como vice na chapa liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi marcada por desgaste interno e exposição pública.
Em entrevista à Rádio Piatã FM, Coronel disse que a condução do processo teria ultrapassado limites e classificou o episódio como constrangedor para o emedebista. “ Geraldo é uma figura bem extrovertida. Eu tenho uma concepção que extrapolaram na dose dessa indicação. Geraldo houve um grau de humilhação, pelo menos se você olhar os blogs e as entrevistas das emissoras ao longo desses 15 dias, a chapa majoritária da base governista ficou caracterizada com uma humilhação muito grande”, afirmou.
O senador também disse não acreditar que Geraldo Jr. tenha concordado com a forma como a decisão foi tomada e comparou o episódio à candidatura de Major Denice, quando, segundo ele, houve isolamento político.
“Eu não acredito que o Geraldo tenha concordado com aquele modus operandi que o PT fez com ele. Eu me lembrei até do caso da Major Denice quando lançaram aqui em Salvador. Chegou um momento em que a Major Denice ficou sozinha. Nesse caso de Geraldo, se não fosse a pressão por parte do MDB, do presidente Geddel e Lúcio, o Geraldo tinha sobrado”, disse, ao citar Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima.
Apesar das críticas, Coronel afirmou que evita comentar diretamente sobre adversários políticos e disse que pretende concentrar o discurso na própria atuação. “Mas eu não gosto de ficar comentando sobre o time adversário. Hoje eu sou adversário desse time, adversário político e eu tenho que falar do meu, das qualidades do meu time e não falar de fraquezas do time adversário”, concluiu.
