O senador Angelo Coronel (PSD) voltou a sinalizar nesta quarta-feira (3) que pode deixar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) caso não seja contemplado na composição da chapa governista para 2026. Em entrevista à Rádio Baiana FM, o parlamentar afirmou que não pretende “tapar o sol com a peneira” e que considera tanto migrar para a oposição quanto disputar o pleito de forma independente, caso o PSD lhe conceda legenda.
Coronel afirmou que sua permanência no bloco aliado depende diretamente das decisões internas do partido e da forma como seu nome será tratado durante a montagem do grupo para a eleição estadual. “Tudo depende de partido. Coronel com PSD é uma coisa, Coronel só é outra coisa. Agora eu não vou mentir pra ninguém, que eu não sou nenhum hipócrita de também ficar com tapeação, não é meu ramo”, disse.
O senador afirmou que já comunicou ao ex-governador Jaques Wagner (PT) e ao senador Otto Alencar (PSD), líder de sua sigla na Bahia, que não permanecerá em um ambiente onde não se sinta desejado politicamente. “Se por acaso não me quiserem, eu vou fazer o quê? Eu vou procurar alguém que me acolha, a verdade é essa. Tem que ser realista. Não estou aqui pra enganar ninguém, já falei isso com Wagner, Otto sabe disso.”
Em tom direto, Coronel comparou sua situação política a um relacionamento. “É igual a casamento, você não casa sozinho, você casa com alguém. Então, se esse alguém também não lhe ama, não lhe quer, por que você vai ficar com ele ou com ela? Essa é a realidade”, afirmou. Ele negou que sua postura seja chantagem. “Seria eu quem, medíocre, mentiroso? Ah, não! Só fico se ficar na chapa. Não tem nada a ver com isso.”
O senador afirmou que, caso não seja escolhido pela base, pode tanto migrar para um grupo adversário quanto concorrer em carreira solo. “Possa ser também que o outro lado não me queira. Possa ser também que eu possa sair independente. Se o partido me der a legenda, eu saio independente também.”
Coronel disse esperar que as definições avancem ainda em dezembro. “Sem muita coisa acontecer, até o final desse mês, acredito”, afirmou. A declaração reacende o tensionamento interno da base, que ainda não apontou publicamente qual nome deve liderar a chapa governista na sucessão estadual.


