Salvador, 13/08/2026 12:40

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Coincidência? Consórcio da Ponte Salvador-Itaparica iniciou propaganda massiva em Salvador com visita de Lula ao canteiro

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Candidato do União Brasil afirma que publicidade do empreendimento foi intensificada em Salvador coincidentemente com a visita do presidente Lula ao canteiro de obras; “Não tem uma estaca batida e a cidade está cheia de outdoor”, disparou.

O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) , acusou, nesta quinta-feira (13), o consórcio responsável pela construção da Ponte Salvador-Itaparica de usar a obra como instrumento de propaganda eleitoral.

Em sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) pelos 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB), o ex-prefeito afirmou que a publicidade relacionada ao empreendimento pode configurar crime eleitoral e anunciou que ingressará com medidas judiciais contra a concessionária.

“Nós vamos dar entrada até amanhã com diversas medidas legais e judiciais contra essa propaganda. Vocês podem ver que até as fotos se parecem com a propaganda que era feita pelo governo do Estado”, declarou Neto.

Coincidência ou estratégia

A acusação de Neto ocorre após o consórcio intensificar a divulgação da ponte em Salvador e em outras cidades baianas, com outdoors e peças publicitárias estampando a obra como uma realidade iminente. A campanha publicitária ganhou força no mesmo período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o canteiro de obras em Vera Cruz, no dia 1º de julho, para marcar o início simbólico da construção.

Para Neto, a coincidência não é inocente. “Então o consórcio, inclusive, mostra um viés de ação eleitoral, de tentar intervir no processo eleitoral, o que é gravíssimo”, afirmou. O candidato questionou ainda a origem dos recursos utilizados na divulgação e criticou a dimensão da campanha diante do estágio atual do projeto: “Não tem uma estaca batida e a cidade está cheia de outdoor”, disparou.

China amplia atuação na Bahia

A ponte Salvador-Itaparica, com investimento estimado em R$ 11,6 bilhões, é executada por uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o governo baiano e um consórcio liderado por dois gigantes chineses: a China Communications Construction Company (CCCC) e a China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC) . O projeto recebeu mais de 800 toneladas de equipamentos e componentes vindos da China, que desembarcaram no Porto de Salvador para a montagem da estrutura.

O avanço chinês no estado, no entanto, tem gerado desconfiança na oposição. ACM Neto afirmou que, se eleito, pretende revisar contratos e “abrir a caixa-preta” do empreendimento, além de exigir explicações do consórcio. “Eu quero que o consórcio se manifeste, porque nós vamos pedir, se necessário, inclusive, uma investigação criminal para entender o que está por trás disso”, declarou.

Propaganda e gasto público

Neto também criticou os gastos com publicidade da obra, afirmando que o dinheiro usado na campanha é do contribuinte baiano. “Quem está pagando essa conta? Essa conta está sendo paga pelos baianos, pelo contribuinte”, disse. O candidato prometeu que, se eleito, não permitirá “um centavo em propaganda até a ponte estar pronta” .

Foto: Ricardo Stucker

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