Salvador, 08/05/2026 15:01

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Cientista político avalia estratégia de Jerônimo e ACM Neto na pré-campanha

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Enquanto governador inicia o Programa de Governo Participativo e ouve a população e os prefeitos, candidato do União Brasil vai a São Paulo e Goiás em busca de experiências de gestão

O cientista político Cláudio André escreveu uma publicação em suas redes sociais sobre as estratégias dos principais candidatos ao Governo do Estado, o governador Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, no início da pré-campanha das eleições deste ano. O articulista aponta que enquanto Jerônimo lança o Programa de Governo Participativo para ficar mais próximo da população e, dessa forma, ouvir suas principais demandas para elaborar um programa de acordo com as necessidades do povo, ACM Neto parece estar incorrendo, mais uma vez, é um dos mesmos equívocos cometidos na eleição passada, ao passo em que se distancia novamente população e busca soluções em estados onde a realidade é completamente diferente da Bahia.

“Simbolicamente enquanto o PT e PSD se constroem como forças simbólicas municipalistas de fôlego, Neto deu como largada uma agenda de gabinete do seu programa de governo sozinho com o marketing conversando com paulistas e goianos sobre educação e segurança pública, respectivamente”, escreveu Cláudio ao lançar a pergunta sobre linha de atuação do marqueteiro João Santana, uma das apostas do candidato derrotado em 2022 para melhorar a sua imagem diante do eleitor. “Mais um erro de João Santana e seu staff?”

Na avaliação do cientista político, há no núcleo da campanha do União Brasil na Bahia e principalmente em ACM Neto, por seu perfil presunçoso, a “soberba de achar que o Sudeste e os de ‘fora’ são melhores que os baianos?”. Pegou mal”, emendou Cláudio André, apontando a insistência do ex-prefeito de Salvador em desconsiderar a legitimidade dos próprios baianos para pensar soluções para a Bahia em detrimento da opinião de especialistas de outros estados. “Para piorar, no dia 2 de junho a pré-campanha fará um evento para debater a educação pública da Bahia, com Renato Feder e Mendonça Filho, dando sequência aos fóruns temáticos já realizados sobre segurança, saúde e seca. Os ‘forasteiros’ virão dar aula de gestão pública aos baianos?”.

Diferentemente do candidato derrotado em 2022, o potencial de Jerônimo nas eleições deste ano está na sua capacidade de construir um governo presente, seja pela quantidade de agendas para fazer entregas e anúncios nos municípios, seja pela criação de políticas públicas e constante diálogo com os prefeitos e a população. “O governador já deve ter visitado em agenda oficial algo próximo de 400 municípios baianos em quase três anos e meio de mandato”, informou Cláudio André, para quem o ex-prefeito de Salvador aposta em uma tática de isolamento já conhecida e destinada ao fracasso, como ocorreu no último pleito.

“Na minha visão, quando ACM Neto dá o pontapé na agenda de pensar um programa de governo longe dos baianos mostra a força do individual à frente da construção coletiva. Um erro que o marketing não calculou corretamente? Muito simbólico estes dois atos opostos na mesma semana”, concluiu.

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