O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) criticou a decisão do ex-candidato à Presidência Augusto Cury de não apoiar nenhum dos concorrentes no segundo turno das eleições de 2026. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a postura de Cury representa um teste para os valores de perseverança e coragem defendidos pelo escritor ao longo da carreira.
Cury disputou o primeiro turno e, após o resultado, declarou que não apoiará nenhum dos dois candidatos que avançaram para a etapa final da eleição. Também afirmou que pretende deixar a política.
Ao comentar a decisão, Cezar Leite disse respeitar a escolha, mas questionou a posição de neutralidade adotada pelo ex-candidato.
“É fácil falar sobre perseverança quando a derrota é dos outros. O verdadeiro teste acontece quando a frustração bate à nossa porta.”
Crítica à neutralidade
O vereador também afirmou que a decisão de Cury não deveria influenciar a posição dos eleitores. Para Cezar Leite, cada cidadão deve avaliar individualmente os candidatos que permanecem na disputa.
“E existe uma segunda questão ainda mais importante: o eleitor não precisa terceirizar sua consciência para nenhum líder.”
Na avaliação do vereador, a definição de Cury não encerra o debate político. Cezar Leite defendeu que os eleitores comparem as propostas apresentadas pelos dois candidatos que disputam o segundo turno.
“Cury fez a escolha dele. Agora faça a sua. Compare os dois projetos que restaram. Compare valores, propostas, segurança, economia, liberdade e o futuro que cada um apresenta para o Brasil.”
Apoio a Flávio Bolsonaro
Na mesma publicação, Cezar Leite declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno presidencial, e afirmou que o candidato reúne, segundo sua avaliação, propostas que se aproximam de pautas defendidas anteriormente por Augusto Cury.
“Você verá que @flaviobolsonaro reúne as melhores propostas a presidência, inclusive em pautas semelhantes ao do Augusto Cury.”
Cezar Leite encerrou a manifestação defendendo a participação política dos eleitores mesmo diante da derrota de seus candidatos no primeiro turno.
“Democracia não termina quando o nosso candidato perde.”
“Cidadania também é ter coragem de escolher quando a escolha é difícil.”