O médico e vereador de Salvador, Cezar Leite (PL) realizou uma audiência pública nesta quarta-feira (1º), no Centro de Cultura Vereador Manuel Querino, para debater o futuro do Planserv. O evento reuniu representantes e lideranças que acompanham de perto a situação enfrentada pelos beneficiários. Segundo o vereador, o problema do Planserv é antigo e vem piorando ao longo dos anos, prejudicando milhares de servidores.
“É um problema crônico, fruto da incompetência da gestão do governo do PT. Desde o meu primeiro mandato, já entramos com ações no Ministério Público e, até agora, nada foi resolvido. A arrecadação aumenta, a contrapartida do Estado diminui e o atendimento piora, com profissionais de saúde sendo mal remunerados”, afirmou o edil.
Cezar também falou sobre a ausência de representantes do Governo do Estado da Bahia no debate, esclarecendo o dever público de ouvir diretamente os principais afetados da situação.
“Infelizmente, me parece que não há ninguém do governo do estado para representar aqui nesta audiência pública. Mas vamos ouvir o povo, que é o que realmente importa: os servidores públicos, para que possamos definir quais ações serão tomadas a partir de agora”, completou.
A mesa foi composta por importantes representantes ligadas aos servidores: Silvio Pereira Gois, diretor de comunicação do Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado da Bahia (Sindsemp); a Dra. Rita Virgínia, representante do Sindimed; Márcio Maurício, diretor jurídico da Cobrapol; e a Sra. Rosângela, coordenadora do movimento Coletivo Independente “Devolvam Nosso Planserv”.
Rosângela reforçou as críticas à atual situação do plano e a necessidade de mobilização para garantir um atendimento digno aos servidores.
“Hoje vale enfatizar a questão da falsa reestruturação, que só gerou polêmica, porque foi profundo no bolso dos servidores de uma forma injusta. Mas além disso, a desassistência permanece, com o descredenciamento de instituições antigas que o pessoal costumava frequentar, servidores tendo que pagar por procedimentos, por consultas e enfrentando várias outras dificuldades”, destacou.
No início de março, um grupo de servidores apresentou ao parlamentar uma série de queixas relacionadas ao aumento de custos e à redução da qualidade dos serviços.
Entre as principais queixas estão:
• Aumentos abusivos:
Beneficiários relatam que o plano especial saltou de R$ 65 para R$ 120, um reajuste de quase 100%. Em 2026, novas taxas de 5,5% resultaram em impactos de até 130% para alguns usuários.
• Fim do teto de contribuição:
A retirada do teto, que anteriormente era de R$ 800, fez com que servidores com salários mais altos chegassem a pagar até R$ 5.000 mensais para manter o plano com dependentes.
• Risco de desmonte:
O alto custo tem provocado a evasão de beneficiários, o que pode enfraquecer o patrimônio histórico dos servidores estaduais e levar ao desmonte total do sistema.
