Salvador, 27/03/2026 20:45

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Salvador

Carlos Muniz diz que harmonia com Executivo depende do respeito à autonomia do Legislativo

Foto: André Souza/PAOP
andre

Compartilhe:

google-news-follow

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), tem buscado afirmar publicamente seu papel como fiador da relação institucional entre o Legislativo e o Executivo na capital baiana. Em entrevista recente, o vereador avaliou como “ótima” a convivência entre os dois poderes e atribuiu esse cenário ao respeito mútuo entre a Câmara e o prefeito Bruno Reis (União Brasil).

Segundo Muniz, o limite dessa relação está claramente definido. Para ele, a harmonia depende da preservação da autonomia do Legislativo. “Eu sempre deixei claro que não aceitaria qualquer interferência do Executivo na Câmara. O prefeito Bruno Reis tem sido sensato, respeita o Legislativo, e enquanto isso acontecer, estaremos juntos”, afirmou. Na avaliação do presidente da CMS, conflitos entre os chefes dos poderes resultam apenas em prejuízo para a população. “Uma briga entre prefeito e presidente da Câmara só quem perde é o povo, e isso eu não farei”, completou.

Muniz reforçou que a opção pelo diálogo tem impacto direto na qualidade da gestão pública. De acordo com ele, eventuais divergências são tratadas de forma interna, sem exposição ou enfrentamento político. “Se houver desavença, ela se resolve numa mesa de conversa. Podemos ter visões diferentes sobre como melhorar a vida do cidadão, mas o objetivo é o mesmo, e o entendimento sempre prevalece”, disse.

À frente do Legislativo municipal, o vereador também rejeitou críticas de que a Câmara funcionaria como um “puxadinho” da prefeitura. Muniz afirmou que sua gestão tem sido marcada pela defesa da independência do Parlamento e pela abertura ao contraditório. “Desde que assumi a presidência, deixei claro que a oposição teria vez e voz. Nunca houve uma gestão que garantisse tanto espaço para a oposição como a nossa”, declarou.

Para o presidente da Câmara, a presença ativa da oposição é essencial para captar as demandas da sociedade e qualificar as decisões do Legislativo. “Sem oposição, não se ouve a voz das ruas. Quando decidimos coletivamente, erramos menos e acertamos mais. É isso que eu espero da Câmara: errar menos e ajudar a resolver os problemas de Salvador”, concluiu.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM

publicidade
BANNER ALBA MARÇO DE 2026