Salvador, 16/02/2026 19:22

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Campanha A Rua é Delas reforça prevenção à violência contra a mulher no Carnaval de Salvador

Foto: Divulgação
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A campanha A Rua é Delas, promovida pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), integra as ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher durante o Carnaval. A iniciativa reúne estratégias de informação, monitoramento e atendimento distribuídas pelos circuitos da festa.

Entre as frentes da campanha está a atuação do Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra a Mulher, em pontos de grande circulação de pessoas durante a folia, como na Piedade. No espaço, que funciona em parceria com a Secretaria da Reparação (Semur), equipes técnicas acompanham ocorrências relacionadas a racismo, LGBTfobia e violência de gênero, além de orientar foliões e registrar demandas.

A campanha também inclui distribuição de materiais informativos, como ventarolas com o violentômetro e instruções de acesso ao Botão Lilás, canal de denúncia que pode ser acionado de forma discreta. Segundo a diretora de Políticas para as Mulheres da SPMJ, Fernanda Cerqueira, a iniciativa reforça ações que já ocorrem ao longo do ano e ganha maior visibilidade durante a festa.

“A Rua é Delas é um movimento de combate à violência contra a mulher que estamos trazendo para o Carnaval, mas é uma política que a Prefeitura de Salvador desenvolve durante todo o ano. A festa também é um momento de informar, orientar e atender, reforçando a necessidade de respeito às mulheres”, afirmou Fernanda Cerqueira.

De acordo com a gestora, a campanha também busca ampliar o acesso aos canais de denúncia e aos pontos de acolhimento espalhados pela cidade. “Estamos distribuindo materiais como as ventarolas com o violentômetro e o contato do Botão Lilás, que neste ano está vinculado ao Centro Integrado de Comando e Controle, em parceria com a Guarda Civil Municipal, a Polícia Militar da Bahia e a Polícia Civil. Com isso, qualquer acionamento gera resposta rápida no circuito, seja para a própria vítima ou para terceiros”, disse.

Fernanda disse ainda que o trabalho envolve capacitação de equipes e unidades de referência para atendimento durante a folia. “Também capacitamos equipes de saúde e camarotes para acolhimento, além de manter duas unidades de referência na Praça do Campo Grande e na Rua Sabino Silva, com equipes multidisciplinares e ações volantes nas ruas”, contou.

“Observamos redução nos casos de importunação sexual, mas muitas mulheres que já sofrem violência no dia a dia estão procurando nossos postos, o Botão Lilás e as delegacias para denunciar. Isso mostra a política pública alcançando essas mulheres e garantindo atendimento durante o Carnaval em Salvador”, completou a diretora.

Outras ações

O Botão Lilás foi ampliado para o Carnaval 2026 e passou a operar junto ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), reunindo forças de segurança para agilizar o atendimento às ocorrências. O canal pode ser acionado por WhatsApp (71 98791-3420) e direciona a viatura mais próxima para atendimento imediato. Uma equipe também permanece de prontidão na Casa da Mulher Brasileira para situações fora dos circuitos.

O inspetor-geral da Guarda Civil Municipal, Marcelo Silva, destacou que a estrutura envolve diferentes pontos de acolhimento. “Também estão previstos protocolos com dez postos de saúde para atendimento a casos de violência sexual, além de salas de acolhimento nos seis maiores camarotes do circuito Barra-Ondina. A Casa da Mulher Brasileira funcionará 24 horas durante o Carnaval, prestando atendimento a situações de violência doméstica, familiar e sexual, tanto nos circuitos da festa quanto fora deles”, disse.

No circuito Osmar, no Campo Grande, foliãs relataram perceber a presença das equipes e das ações educativas nesta segunda-feira (16). A técnica de enfermagem Sheila Matos, de 28 anos, moradora de Pau da Lima, disse que se sente mais segura ao ver a campanha espalhada pelo trajeto. “A gente vê as equipes orientando, distribuindo material e isso já passa uma sensação de cuidado. Saber que existe um canal rápido para denunciar ajuda muito”, afirmou.

A servidora pública Andressa Lima, de 40 anos, que mora em Itapuã, afirmou que a visibilidade das ações incentiva as mulheres a procurarem ajuda. “Muitas vezes a pessoa não sabe onde recorrer. Quando vê informação no circuito e gente preparada para atender, fica mais fácil buscar apoio”, disse.

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