Prefeito criticou omissão da gestão municipal passada e do governo Bolsonaro e anunciou missão internacional à China para discutir transição energética e inteligência artificial.
Ao comentar o posicionamento estratégico do município na Região Metropolitana, o prefeito Luiz Caetano (PT) afirmou, em entrevista à Rádio Líder FM, que a cidade recuperou sua relevância econômica e política graças ao alinhamento com os governos de Jerônimo Rodrigues e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Caetano recordou o fechamento da montadora norte-americana Ford durante a gestão bolsonarista e exaltou a reindustrialização do Polo Petroquímico com investimentos asiáticos.
“Eu pergunto a cada um: qual foi a obra que ACM Neto trouxe para Camaçari? Qual foi o investimento que Bolsonaro trouxe? O ex-prefeito Elinaldo, ligado a Bolsonaro e a ACM Neto, não teve a capacidade de segurar a Ford em Camaçari. Deixaram a Ford ir embora e levar uma série de outras empresas juntas. O grande capital de Camaçari é o capital industrial, e eles enfraqueceram o Polo. Foi preciso Lula voltar e Caetano voltar para a gente retomar o Polo e trazer a BYD, a Sinoma, a Goldwind, a Unigel e reabrir a Fafen que eles deixaram fechar”, disparou o prefeito.
Caetano argumentou que a força econômica da indústria precisa ser acompanhada por liderança política no cenário estadual e nacional. “Camaçari precisa crescer o seu capital político. Temos que ter uma cidade inteligente e estruturada, trazendo o VLT e data centers. Daqui nós fazemos a transição energética do país, com energia eólica, solar e hidrogênio verde. Por isso chamei as instituições, como a CDL, para um novo momento. O alinhamento com Jerônimo e Lula nos dá essa força”.
O chefe do Executivo revelou que cumprirá agenda na Ásia. “Fui convidado para ir à China e quero discutir a agenda que estamos levando para dialogar na geopolítica internacional. Hoje há uma disputa tecnológica entre China e Estados Unidos, e o Brasil precisa manter sua soberania sob a liderança do presidente Lula, e não se ajoelhar aos interesses externos”.