Secretário estadual criticou as propostas de ACM Neto baseadas na iniciativa privada e afirmou que o plano de governo governista “sai da cabeça do povo, não de príncipe”.
O secretário de Relações Institucionais do Estado, Adolpho Loyola (PT), esquentou o clima eleitoral ao rebater as recentes declarações de governadores e lideranças da oposição sobre a disputa na Bahia. Entrevistado nos corredores do Hotel Wyndham, em Salvador, na noite desta segunda-feira (13), o articulador político ironizou as pretensões nacionais do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e fustigou o modelo administrativo proposto pelo ex-prefeito soteropolitano ACM Neto.
Para Loyola, o palpite de Caiado no cenário baiano não encontra lastro na realidade eleitoral do país. “Caiado tem que, pelo menos, chegar a 3% nas pesquisas para poder emitir opinião”, alfinetou o petista. Ele ressaltou que a oposição na Bahia tenta reproduzir o alinhamento com a direita nacional, mas que o palanque governista está focado em suas próprias premissas. “Nós temos o candidato a presidente, que é o presidente Lula, né? Nosso partido é o PT. Quem escolheu a convenção dia 22 não fomos nós em fazer alusão à candidatura do presidente dele”, alinhou.
O titular da Serin também contrastou a visão programática do PT com as propostas defendidas pelo União Brasil na capital, criticando o que apontou como uma tendência à privatização dos serviços básicos. “Tudo dele é comprar vaga, tudo dele é na mão do privado, nunca na mão do público. (…) Essas foram as propostas de Neto e a nossa… a nossa, a gente escuta o povo. Nós temos rodado nosso PGP [Programa de Governo Participativo] (…). Não sai da cabeça do príncipe, sai da cabeça do povo da Bahia”, encerrou.


