Salvador, 04/03/2026 13:31

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Caetano diz que herdou dívida de R$ 1,2 bilhão e critica gestão Elinaldo em Camaçari

andre

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O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, criticou a gestão do ex-prefeito Elinaldo Araújo e afirmou ter herdado uma dívida de R$ 1,2 bilhão no município. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (4), em entrevista à Rádio Líder FM.

Ao comentar a situação fiscal da prefeitura, Caetano afirmou que os secretários precisam atuar dentro dos limites orçamentários para evitar desequilíbrios nas contas públicas.

“O secretário tem que trabalhar em cima do orçamento que tá aí previsto, porque se ele gasta mais do que arrecada, o que é que vai acontecer? Rombos, probabilidade administrativa, né? Vai ficar esculhambado como ficou no governo passado a prefeitura de Camaçari, que deixou a dívida de um bilhão e duzentos milhões, que o ex-prefeito fez financiamento, tomou dinheiro emprestado, sabe, pra fazer obras em Camaçari, muitas obras não foram realizadas, deixou a cidade com as obras tudo inacabadas, eu que fui concluir as obras, entendeu?”, afirmou.

Segundo o prefeito, parte do endividamento está atrelada a contratos de financiamento indexados ao dólar, o que, de acordo com ele, impacta diretamente as contas municipais.

“E meteu a mão no orçamento nosso, que eu pago por ano qualquer coisa, em torno de 75, 80 milhões de reais, por causa do dólar, quando sobe o dólar, a gente se lasca aqui, porque tem que pagar o emprestado que a Inaldo tomou pra não fazer nada e pra desviar o dinheiro público. Nesse caso você levou vantagem, não venha não. Como assim? Negócio do dólar você levou vantagem, você pegou o dólar em 5,70 e tá agora pagando 5,20. Você entrou na vantagem. Levei a vantagem do prejuízo. Mas porque eu tenho uma equipe competente, eu tenho uma equipe da fazenda competente que acompanhou e foi pra bolsa de valores e jogou pesado e conseguiu inclusive, entendeu, fazer uma boa negociação. Mas mesmo assim, de 80 milhões, nós chegamos a pagar 72, 73 milhões, entendeu?”, declarou.

Caetano também mencionou fatores externos que, segundo ele, podem pressionar novamente o câmbio e afetar as finanças locais.

“Mas agora eu também corro risco com a guerra no Oriente, né? A gente sabe que os dólares podem ser… Eu não tenho o controle na economia mundial ainda. É verdade. Espero que um dia tenha”, disse.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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