Salvador, 12/01/2026 18:41

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Bruno Reis volta a criticar violência na Bahia e sugere que Exército envie 10 mil homens para enfrentar facções 

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Foto: Divulgação
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O prefeito Bruno Reis (União Brasil) voltou a criticar a segurança pública da Bahia nesta sexta-feira (25). Em entrevista coletiva, ele rechaçou a tentativa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de nacionalizar o tema.

“Jerônimo tem que, primeiro, admitir, deixar de ser negacionista. Segundo: tratar o assunto com seriedade. Dizer que a questão da segurança em Salvador é uma ‘gripezinha’ é um tapa na cara da população. Terceiro: assumir as responsabilidades como governador, e não ficar procurando justificativas ou culpados”, disse. 

“Vocês nunca me viram aqui dizendo ‘não é comigo, não’. Até a segurança, que não é responsabilidade da prefeitura, porque eu não comando a Polícia Civil, nem a Polícia Militar, nós não temos condições de enfrentar as facções. Como é o problema da cidade?”, questionou o prefeito.

“É nos pontos turísticos? Nas áreas centrais da cidade? Não. Lá tem segurança. Então o turista, o visitante, pode vir visitar Salvador, que lá tem câmeras colocadas pela prefeitura, pelo governo. Tem Guarda Civil Municipal. Qual o problema da segurança? As brigas das facções ocorrem nos bairros, para tomar o controle das áreas. [É] a prefeitura que vai resolver esse problema? É o governo federal que vai resolver esse problema? Não. É o governador. Agora, se ele não tem competência, ele pede para sair ou vai pedir apoio”, emendou.

Bruno Reis ainda garantiu que 10 mil homens do Exército acabariam com as facções.

“Eu tenho dito que, se fosse governador, Bruno Soares Reis, eu pediria apoio do Exército. Pedia para mandar aqui 10 mil homens. Iria, sob a minha liderança, o meu comando, entrar nas áreas onde há brigas das facções, acabar com elas, restabelecer a paz e deixar o Exército tomando conta, enquanto ia para outras áreas”, declarou o prefeito durante a entrega de obras no bairro da Mata Escura.

“Quando ele fizesse isso em cinco áreas, o restante das outras áreas todas iam embora, e a paz estava estabelecida. Agora, não admite. Não é fraqueza, não, pedir apoio, pedir ajuda. Peça e lidere. Ele não é amigo do presidente [Lula]? ‘Presidente, me mande aqui 10 mil homens do Exército. Sob a minha liderança e meu comando, e eu vou resolver o problema’. Era isso que eu faria”, acrescentou.

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