O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), adotou um tom sereno ao comentar sobre as articulações políticas para 2026 durante a cerimônia de posse do Ministério Público da Bahia, nesta sexta-feira (27). Com o prazo de desincompatibilização e a janela partidária se aproximando — marcado para 2 de abril —, o gestor ressaltou que o momento exige paciência e diálogo para a construção de consensos entre os aliados.
“Agora é muito chá de maracujá, maracujina, com aquele remédio: paciência, calma, conversar, dialogar, buscar os consensos que nós queremos. O ideal é que as decisões ocorram até 2 de abril”, afirmou Bruno Reis. Ele destacou que as conversas já foram iniciadas com diversos partidos e nomes, visando formar uma chapa que considera “a mais forte possível”, com o objetivo de oferecer uma alternativa de alternância de poder no estado.
Embora o nome de ACM Neto esteja consolidado como pré-candidato ao governo pelo grupo, a definição das vagas para o Senado e a vice-governadoria ainda é complexa. Bruno Reis enfatizou que a composição não deve focar apenas na vitória eleitoral, mas também na capacidade de gestão. “A intenção é apresentar uma chapa para ajudar a governar, para mudar a Bahia e resolver os problemas que estão aí à luz do dia”, pontuou, citando áreas críticas como segurança pública e desemprego.
A referência à data de 2 de abril é estratégica: conforme o calendário eleitoral de 2026, este é o prazo final para que ocupantes de cargos executivos, como Bruno Reis ou secretários, renunciem caso pretendam disputar outros cargos, além do limite para filiações partidárias de quem deseja concorrer no pleito de outubro.
