O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), negou na terça-feira (6) ter recebido convite para integrar como vice uma eventual chapa presidencial liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. Questionado diretamente sobre o tema, o chefe do Executivo municipal foi sucinto. “A mim, diretamente não”, afirmou.
A declaração ocorre após a circulação, nas últimas semanas, de informações de bastidores segundo as quais lideranças do União Brasil na Bahia teriam sido sondadas para compor uma chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro. Entre os nomes citados estavam o ex-prefeito de Salvador ACM Neto e o próprio Bruno Reis.
No caso de ACM Neto, aliados confirmam que houve uma sinalização política, mas que a possibilidade foi descartada. O ex-prefeito tem reiterado que sua prioridade é a disputa pelo governo da Bahia em 2026, considerada estratégica para o reposicionamento do grupo de oposição ao PT no estado após quase duas décadas de governos petistas.
Já em relação a Bruno Reis, a hipótese sequer avançou. Segundo interlocutores, houve apenas uma menção ao nome do prefeito, rapidamente descartada. O próprio Bruno já afirmou, em outras ocasiões, que não pretende deixar o comando da Prefeitura de Salvador para disputar outro cargo em 2026.
Nos bastidores do União Brasil, a avaliação é de que uma eventual saída antecipada da prefeitura representaria um risco político elevado, tanto para a gestão municipal quanto para o projeto do grupo na Bahia. A leitura predominante é de que Bruno Reis deve concluir o mandato e atuar como peça central na articulação estadual da legenda.
