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Bruno Reis descarta possibilidade de negociação sobre gratuidade de estacionamento em shoppings de Salvador: “Não creio que há margem”

Bruno Reis
Foto: PAOP
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Nesta quinta-feira (30), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), descartou, durante a abertura da 2ª edição do Salvador Boat Show, a possibilidade de negociação sobre a gratuidade dos estacionamentos em shoppings da capital. A declaração foi em resposta a um projeto apresentado pelo vereador Randerson Leal (Podemos) sobre o tema.

“Eu me recordo da época. Isso foi no início, lá de 2013, que tinha uma decisão transitada e julgada, que tem força de lei. Ou seja, a decisão que foi a última instância que permitiu que o shopping cobrasse estacionamento”, contextualizou Bruno, referindo-se ao início da gestão do ex-prefeito ACM Neto.

O prefeito explicou que, à época, a decisão judicial limitou as possibilidades de ação do município. “Com a prefeitura aqui do alvará, não restou outra alternativa ao prefeito negociar. Naquela ocasião se negociou a construção de 40 grandes escolas, que são os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) Primeiros Passos que estão aí”, revelou.

Bruno também destacou outras contrapartidas obtidas como parte do acordo judicial. “Se negociou a implantação do Centro de Controle e Operações do Transporte Público, que é o secretário ao meu lado, e mais outras contrapartidas para a cidade. Isso foi homologado num acordo judicial”, afirmou.

O gestor foi categórico ao afirmar que não há espaço para uma nova rodada de negociações. “Eu não creio que há margem para nenhuma outra negociação diferente dessa, até porque eles vêm cumprindo o TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] e nós também”, declarou.

Ele relembrou ainda um episódio recente para reforçar sua postura firme em relação aos shoppings. “Não sei se vocês lembram aí, ano passado eles quiseram reduzir o horário, chegar até a implementar a medida. De imediato eu como prefeito reagi e disse: se vocês fizerem isso eu vou cassar o alvará dos shoppings todos. E eles voltaram atrás”, contou.

Encerrando a entrevista, o prefeito reafirmou que não há possibilidade de rever o acordo judicial que permite a cobrança de estacionamento. “Agora também eu não posso me sobrepor a uma decisão judicial que está transitada e julgada e que permite a cobrança nos termos que está”, finalizou.

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