O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), classificou como “fake news” a controvérsia que associa o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
A declaração foi dada nesta terça-feira (29), durante a inauguração do 21º Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Salvador, no Alto da Terezinha. A informação sobre uma suposta intenção de retirar o título da santa foi desmentida por Flávio e chegou a ser alvo de decisões judiciais durante a campanha eleitoral.
“Fake news. Quem é que vai propor uma loucura dessa? Não sei como algo como isso prospera e ainda gera debate, gera decisões judiciais. Está aí o Supremo brigando com o TSE. A gente lamenta que a política no Brasil esteja nesse nível, ao invés de estar debatendo ideias, propostas, projetos, o que vai efetivamente mudar a vida das pessoas”, afirmou o prefeito.
Bruno Reis critica campanha eleitoral
Na entrevista, Bruno Reis também criticou o que considera uma baixa presença de propostas e projetos no debate das eleições de 2026. Segundo o prefeito, a disputa deveria estar concentrada em medidas voltadas à população.
“A gente vê talvez a campanha com o mais baixo nível de produção de propostas, de projetos e iniciativas para melhorar a vida das pessoas de toda a história. Para quem ocupa um cargo público como eu, de prefeito, preciso performar, entregar, estar aqui resolvendo o problema das pessoas. Isso é motivo de muita tristeza”, declarou.
O prefeito voltou a dizer que a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida representa uma discussão distante dos temas que, em sua avaliação, deveriam concentrar a atenção dos candidatos.
“O Brasil não tem mais aquela lógica de quem dá mais resultado, de quem tem capacidade ao governar de tirar mais projetos do papel e iniciativas, programas. É isso, no final do dia, o que importa para as pessoas. A gente lamenta, e isso não passa de fake news, de boatos. Não tem homem nesse mundo que possa mudar essa situação”, concluiu.
A controvérsia ganhou dimensão judicial após o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar a remoção de publicações que relacionavam Flávio Bolsonaro à suposta retirada do título de padroeira. Posteriormente, o tema chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde houve decisões divergentes sobre a manutenção das publicações.