O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, avaliou de forma positiva os resultados dos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) no Estado, ressaltando que a diversidade dos agentes culturais contemplados demonstra o avanço no processo de democratização do acesso à cultura. Segundo ele, o alto número de pessoas negras aprovadas nos projetos — 60%, superando a cota mínima de 50% — evidencia uma mudança significativa no perfil dos participantes. Para Monteiro, esse resultado é fruto de um esforço contínuo da Secult-BA para ampliar a participação de grupos historicamente excluídos dos editais públicos.
De acordo com o secretário, essa transformação tem sido possível graças a um trabalho intenso de formação, escuta e articulação com comunidades periféricas, quilombolas, povos de terreiro e coletivos culturais espalhados pelo estado. Ele explicou que, nos últimos dois anos e meio, a Secult-BA tem promovido ações sistemáticas para informar e capacitar esses grupos, garantindo que conheçam os instrumentos de acesso aos recursos públicos e se sintam parte dos processos.
“Hoje, eles não só disputam, como são contemplados. Isso nos dá a certeza de que estamos no caminho certo”, afirmou.
Monteiro também comentou sobre o avanço para o segundo ciclo de repasses da PNAB, cuja liberação depende do pagamento de 60% dos recursos do primeiro ciclo até o final de maio. Ele garantiu que a Bahia está cumprindo os prazos e já estará apta a acessar os novos recursos federais. A previsão é de que R$ 44 milhões sejam investidos nos Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs da Cultura), com a construção de 23 equipamentos desse tipo no estado. O secretário destacou que a nova regra federal fortalece a responsabilidade na gestão dos recursos e assegura a continuidade do investimento cultural.
“A nova regulamentação trazida pela medida provisória é importante porque exige que os estados executem bem os recursos para acessar novas etapas de investimento. Isso qualifica o gasto público e mostra o compromisso do estado com a política cultural”, explicou Monteiro.
Segundo ele, a expectativa é iniciar em breve novas rodadas de escuta pública e construção participativa para definir os próximos passos da política cultural no estado, a partir dos recursos do segundo ciclo da PNAB.
Por fim, o secretário reforçou que a política cultural baiana segue focada na valorização das identidades, inclusão e acesso pleno aos direitos culturais. “Esse resultado reflete um trabalho consolidado, com empoderamento e informação, que nos permite chegar onde antes não chegávamos. E vamos seguir nesse caminho, com investimento contínuo e compromisso com a diversidade que forma a identidade cultural da Bahia”, concluiu.
