Ao BNews, governador lamentou episódios recentes de violência, prestou condolências a famílias e apresentou balanço de 11 mil novos profissionais integrados às forças de segurança.
Durante entrevista no programa Se Liga Bocão, da BNewsTV, nesta terça-feira (28), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) abordou a situação da segurança pública na Bahia. O chefe do Executivo estadual lamentou a ocorrência de mortes em operações e episódios de violência no estado, a exemplo do caso do empresário Léo Dulante, e prestou solidariedade aos familiares das vítimas.
“Quando se trata de morte, tenho que colocar meus pesares. Sou pai de família, homem de religião e não gostaria de ver nenhuma vida ceifada de qualquer maneira, muito menos vidas sendo maltratadas. Não concordo”, declarou Jerônimo.
Ao definir a linha de atuação das polícias estaduais, o gestor defendeu o cumprimento rigoroso da legislação contra o crime organizado e afastou a complacência com atos ilícitos.
“A gente não passa a mão na cabeça do crime. Para mim, a máxima é aquela que o bandido bom é o bandido preso, entregue à Justiça para ser julgado e condenado com a lei severa. Não dá para a gente ver o crime organizado como se fosse fazer chacota da polícia. A polícia tem que ser forte, é a presença do Estado”, afirmou o governador.
Para conter eventuais excessos nas abordagens policiais, Jerônimo ressaltou o uso de tecnologia e a fiscalização interna das corporações. “O exagero na polícia tem que ser averiguado e penalizado. Já designamos uma quantidade de câmeras para proteger o policial e proteger a sociedade de qualquer exagero. Fortalecemos a Corregedoria para acompanhar esses episódios quando acontecem”, argumentou.
O governador aproveitou a sabatina para apresentar o balanço de contratações no setor e confirmar a realização de novo certame. “Há um mês entreguei 1.500 profissionais da Polícia Militar e no mesmo dia autorizei um novo concurso público. Estamos falando de quase 11 mil profissionais em três anos e meio entre Polícia Militar, Civil, Penal, Bombeiros e Polícia Científica”, concluiu.