O cenário geopolítico da América do Sul sofreu uma ruptura drástica na madrugada deste sábado (3). Em uma operação militar aérea coordenada, as Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam a capital Caracas e outras regiões estratégicas da Venezuela. Horas após o ataque, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou oficialmente a captura de Nicolás Maduro.
A ofensiva, que remete à invasão do Panamá em 1989 para a captura de Manuel Noriega, baseia-se em acusações de narcotráfico contra Maduro — alegações contestadas por especialistas internacionais, que enxergam na manobra um movimento dos EUA para retomar o controle das maiores reservas de petróleo do mundo e afastar a influência de China e Rússia na região.
Reação em Roraima e Alerta na Fronteira
Com mais de 2 mil quilômetros de fronteira compartilhada, o estado de Roraima entrou em prontidão. Em nota oficial, o governo estadual afirmou acompanhar os desdobramentos “com atenção” e informou estar em contato permanente com Brasília para monitorar impactos na ordem pública. Apesar do clima de incerteza, o ministro da Defesa, José Múcio, declarou que a região segue “tranquila e monitorada”.
Em Pacaraima, principal ponto de contato entre os dois países, o prefeito Waldery D’avila manifestou “profunda preocupação” e articulou forças de segurança para evitar que a escalada do conflito em Caracas desestabilize a paz local.
Fuga e Restrições
O clima na fronteira, embora descrito como “aparentemente normal” por alguns residentes, é de alta tensão para quem tenta atravessar. O servidor federal Jean Oliveira, de 54 anos, relatou ter utilizado uma rota clandestina para retornar ao Brasil após encontrar a fronteira fechada nas primeiras horas da manhã. “Tivemos que passar por uma rota alternativa”, afirmou Oliveira.
Atualmente, as autoridades venezuelanas permitem apenas a saída de cidadãos brasileiros; a entrada de estrangeiros na Venezuela e a saída de venezuelanos permanecem bloqueadas pelo governo vizinho.
O governo de Roraima reforçou que a solução para a crise deve ser conduzida pela diplomacia, visando evitar uma crise humanitária ou de segurança que comprometa o bem-estar dos povos da região amazônica.
