Governador rebate propostas de intervenção em licenças ambientais, cita abertura da Bahia Farm Show e defende conciliação entre preservação e produção tecnológica.
O debate sobre as regras de licenciamento ambiental e a atuação dos órgãos fiscalizadores do estado voltou ao centro da disputa política na Bahia. Ao ser questionado sobre as declarações do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que acenou com a possibilidade de intervir nas diretrizes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para reduzir a burocracia, o governador Jerônimo Rodrigues evitou o confronto direto, mas demarcou uma posição de rigidez técnica e respeito institucional às normas ambientais vigentes. “A gente não vai fazer qualquer tipo de comentário que não seja o que a gente acredita. A gente acredita no respeito ao meio ambiente, nas instituições, na capacidade do empresário”, declarou.
Como contraexemplo à tese de que as exigências ecológicas travam as atividades econômicas, o governador mencionou sua participação na abertura da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães. Para Rodrigues, o comportamento do setor produtivo moderno demonstra que a sustentabilidade se tornou um ativo comercial indispensável, rechaçando a ideia de que o desenvolvimento exija o afrouxamento das leis de proteção. “Há quem diga que o agro aperta o pé no meio ambiente. Nós temos é que sentar e encontrar uma fórmula para que o próprio agro possa fazer o que vem fazendo: de respeitar o meio ambiente, de capacitar a mão de obra, de usar tecnologias para que a gente possa produzir sem ferir”, defendeu o chefe do Executivo.
O governador sinalizou que a diretriz de sua gestão permanecerá focada no fortalecimento dos quadros técnicos e operacionais das autarquias ambientais do estado, buscando o equilíbrio entre os prazos exigidos pelo mercado e as salvaguardas necessárias para o patrimônio natural. “Nós vamos continuar investindo nos órgãos ambientais para compreender o lugar de proteção ambiental e de entender o tempo que a indústria precisa”, concluiu o petista, indicando que a eficiência administrativa deve ser alcançada por meio de investimentos em modernização, e não por critérios de conveniência política.
