O Ministério Público Federal (MPF) convocou o deputado estadual e candidato Diego Castro para prestar esclarecimentos sobre o tumulto registrado na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em agosto. O episódio envolveu uma discussão entre o parlamentar, pessoas que o acompanhavam e integrantes da comunidade acadêmica.
A apuração chegou ao Ministério Público Eleitoral após a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH)encaminhar um ofício relatando o caso e solicitando que os fatos fossem analisados diante do contexto das eleições de 2026.
De acordo com o relato enviado ao MPF, o presidente do Centro Acadêmico da Facom, Tobias Muniz, afirmou ter sido agredido durante a confusão. Segundo a versão apresentada à secretaria, um integrante da equipe de Diego Castro teria empurrado o estudante contra uma parede, provocando lesões.
O episódio teria sido registrado em vídeos. Após a ocorrência, a UFBA informou ter adotado medidas relacionadas ao caso, entre elas o registro de boletim de ocorrência e a realização de exame de corpo de delito.
Caso chega à esfera eleitoral
No documento encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, a SJDH ressaltou que não cabe à secretaria antecipar qualquer conclusão sobre responsabilidades. A preocupação apresentada está relacionada à ocorrência de episódios de violência ou intimidação em manifestações políticas durante o período eleitoral.
A pasta pediu que o MPF avalie as circunstâncias do episódio e verifique se há necessidade de adoção de medidas envolvendo a candidatura. Também foi solicitada uma atuação preventiva para evitar que situações semelhantes se repitam durante as Eleições Gerais de 2026.
Agora, Diego Castro deverá apresentar sua versão dos fatos ao Ministério Público Federal, que avaliará os elementos disponíveis antes de decidir sobre eventuais providências.