Ex-prefeito de Gandu defende repasses parlamentares como indispensáveis para infraestrutura no interior e afirma que deputado precisa entregar obra concreta, não apenas promessa no papel.
O ex-prefeito do município de Gandu e pré-candidato a deputado estadual, Léo de Neco (Avante), ressaltou a importância estratégica das emendas parlamentares para a sobrevivência orçamentária e a execução de obras nos municípios baianos. Durante entrevista transmitida ao vivo pelo podcast Aqui Só Política, em Salvador, o gestor, que governou a cidade por dois mandatos (2017–2024), explicou que a arrecadação própria e as transferências constitucionais rotineiras mal cobrem o funcionamento básico da administração pública.
Segundo o ex-gestor, prefeituras de pequeno e médio porte enfrentam severas restrições orçamentárias que impedem a realização de grandes intervenções sem o suporte direto das esferas estadual e federal. “Fui prefeito de um município de 35 mil habitantes por oito anos. Apenas com a arrecadação própria de FPM e ICMS, não dá para atender todas as necessidades da população. O mínimo que os prefeitos conseguem fazer é manter o custeio da máquina. Investimento de pavimentação, UBS e escola só dá para fazer com emendas parlamentares e apoio do Estado e da União”, explicou.
Léo de Neco ressaltou ainda que a indicação de emendas precisa vir acompanhada de capacidade técnica para transformar o recurso financeiro em melhoria real na vida dos cidadãos, alertando para a diferença entre mera promessa de bancada e obra entregue. “Não adianta mostrar apenas a indicação da emenda, tem que mostrar o resultado, o que contribuiu para a melhoria do município. Quando a obra não sai do papel por falha de projeto ou licitação, o parlamentar não tem o que apresentar no período eleitoral”, pontuou.