O senador Angelo Coronel (PSD) falou sobre a possibilidade de encerrar a sua carreira política. Nesta terça-feira, ele afirmou que ser ou não ser candidato não é uma “questão de vida”. Para o senador, “pendurar a chuteira” é uma “coisa relativa”.
“O que eu não aceito, é ninguém querer impor a sua vontade a mim. Eu acho que cada um tem sua vontade. Agora, querer vir para cá, me desculpe o tempo, com estupro político, isso aí Coronel não aceita, em hipótese alguma, porque todos que me conhecem sabem do meu estilo, sabem que, muitas vezes, é difícil conviver comigo quando eu tenho minhas teses”, disse Coronel, em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da Band Bahia, nesta terça-feira (27).
“Quando eu acho que minhas teses são verdadeiras, eu defendo elas até o fim, mesmo até que eu não saia vitorioso, faz parte porque na vida pública, você pode ter vitórias e derrotas, isso é natural”, continuou.
Angelo Coronel afirmou estar preparado para a vitória e também para ser derrotado. “Mas derrotado pelas urnas, derrotado pelo povo, ou vitorioso pelo povo. Não dá para ser vitorioso ou derrotado por decreto, ou por vontades que se achem soberanas e que devem mandar na vontade dos outros. Isso não acontece com o Coronel”.
Na oportunidade, o senador descartou a possibilidade de o seu filho Diego Coronel se candidatar para ser vice do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). “Não existe no projeto político da família Coronel sermos vice-governador de nenhuma chapa. Isso não existe. Eu não discuto teses nem suposições quando eu não acredito. Eu acredito que deve se seguir o que está na lei: o direito à reeleição. Eu defendo a candidatura do Geraldo Júnior”, enfatizou.

