O senador Angelo Coronel afirmou que ainda não decidiu para qual partido irá se filiar após praticamente selar sua saída do PSD, legenda presidida na Bahia pelo senador Otto Alencar. A indefinição ocorre em meio a conflitos internos e à preocupação de Coronel com o futuro político de aliados que o acompanham no estado.
Em entrevista ao programa Frequência News, da rádio Boa FM 96,1, neste sábado, o senador disse que iniciará uma série de reuniões para avaliar o melhor caminho partidário. Segundo ele, a decisão não envolve apenas seu projeto pessoal, mas o destino de um grupo político que reúne pré-candidatos às eleições de 2026.
“Exatamente, ainda não defini, vou ter várias reuniões a partir de hoje, pra poder chegar, a um denominador comum pra ver qual o melhor partido, e o problema não sou eu, viu? O problema são os amigos que me seguem, que são pré-candidatos a deputado”, afirmou Coronel.
O senador disse que tem a responsabilidade de garantir abrigo político e condições de competitividade eleitoral aos aliados. Ele citou nominalmente pré-candidatos à Assembleia Legislativa da Bahia, como João de Furão, de Feira de Santana, Tiago Gileno e Luizinho Sobral, além do filho, Angelo Coronel Filho, que disputa vaga de deputado estadual. Coronel também mencionou Diego Coronel, pré-candidato a deputado federal, e afirmou que outros dois deputados federais integram o grupo, cujos nomes preferiu não revelar.
“Eu tenho a responsabilidade de abrigar a todos e fiquem em condições competitivas para se eleger. Mas jamais, eh, não sou leviano, vou cuidar da minha vida e deixar a vida dos amigos que são candidatos a deputado”, disse.
A fala explicita o desgaste na relação entre Coronel e a direção estadual do PSD, comandada por Otto Alencar, e reforça a percepção de que a permanência do senador na sigla se tornou improvável. Nos bastidores, a movimentação é vista como um passo decisivo para a reorganização de forças políticas na Bahia, especialmente diante da disputa por espaço nas chapas proporcionais e majoritárias em 2026.
Apesar de reconhecer o impasse, Coronel evitou cravar prazos e afirmou que a definição partidária será feita apenas após diálogo com lideranças e aliados, levando em conta, principalmente, o impacto sobre o grupo político que o acompanha.
