Candidato à reeleição pelo Senado afirmou que o projeto aprovado sob sua relatoria está travado na Câmara dos Deputados devido a falsas polêmicas sobre censura.
O senador Angelo Coronel (Republicanos), candidato à reeleição, relembrou os episódios de violência que sofreu enquanto presidia a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News no Congresso Nacional. Durante sabatina na TV Aratu, transmitida nesta quinta-feira (17), ele revelou o nível de tensão enfrentado na época. “Fizemos uma cruzada muito grande, fui ameaçado de morte naquela oportunidade, tive uma propriedade toda apedrejada, andando com segurança da Polícia Federal 24 horas”, relatou.
O parlamentar criticou a paralisação do projeto de lei que visa combater a desinformação no Brasil. Como relator da proposta no Senado, Coronel ressaltou que a matéria foi aprovada, mas “infelizmente ainda está na Câmara sem ser analisado”. Ele pontuou que há uma narrativa equivocada de que a lei estaria cerceando a livre expressão, o que estaria travando a sua votação.
“O que não pode é alguém te xingar num anonimato e você não saber como interpelá-lo. Se alguém me difama, eu tenho o direito de responder. A fake news tem esse grande problema, que geralmente as pessoas ficam por trás de um perfil falso, perfis anônimos, destilam o ódio nos seus alvos e você não sabe como conter”, argumentou o candidato ao Senado. O político baiano cobrou agilidade do Legislativo para que o arcabouço jurídico consiga proteger vítimas e punir os financiadores das campanhas difamatórias nas redes.