A secretária municipal de Cultura e Turismo de Salvador e vice-prefeita, Ana Paula Matos lamentou, nesta sexta-feira, a morte de Mãe Carmen, ialorixá do Terreiro do Gantois, e destacou o legado espiritual, cultural e social deixado por uma das principais lideranças religiosas de matriz africana do país.
Em nota, a secretária afirmou receber “com profundo sentimento” a notícia do falecimento de Mãe Carmen, que por mais de duas décadas esteve à frente do Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase, conduzindo o terreiro “com sabedoria e generosidade”.
Segundo a pasta, Mãe Carmen dedicou a vida ao cuidado espiritual, social e humano da comunidade do Gantois, com atuação marcante na formação de crianças, jovens e mulheres, por meio de ações socioeducativas. Filha de Mãe Menininha do Gantois, ela foi apontada como guardiã de um patrimônio que reúne fé, cultura, memória e resistência.
A trajetória da ialorixá, ainda de acordo com a Secretaria de Cultura e Turismo, contribuiu para o fortalecimento do diálogo inter-religioso, da formação cultural, das ações sociais e da preservação dos saberes ancestrais que moldam a identidade de Salvador.
“Esse legado à frente de um dos mais antigos e fundamentais territórios de espiritualidade de matriz africana do Brasil orgulha Salvador e permanece vivo”, diz o texto. A nota encerra com uma mensagem de solidariedade aos amigos e familiares e um agradecimento da cidade à contribuição deixada por Mãe Carmen.
