Na primeira sessão após o Dia da Mulher, na segunda-feira (9), a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) incentivou os colegas homens a se posicionarem contra o feminicídio, por meio de uma campanha institucional.
“O homem que ama a sua filha, a sua mãe, a sua esposa, a sua companheira, não bate, não mata, não agride. Então a gente precisa ser muito firme e muito decidido, diariamente, para desconstruir o pensamento de que a mulher é inferior ao homem, de que só o homem que tem que ocupar todos os espaços. As mulheres têm o mesmo direito às oportunidades no mercado de trabalho, na cultura e na política”, justificou. E acrescentou: “Um discurso encanta, mas um exemplo arrasta”.
Ela parabenizou as mulheres pela mobilização realizada no domingo (8), na Barra, quando milhares de pessoas marcharam contra o feminicídio, “que vitima quatro mulheres por dia no Brasil”. Em 2025 foram 103 assassinadas na Bahia, 11 em Salvador, apontou, ressaltando que quase 63% das vítimas são negras
Conselho Municipal
Aladilce comentou a fala da coordenadora da Casa Marielle Franco em Salvador, Sandra Munhoz, na Tribuna Popular da Câmara, concordando com a reivindicação de que o Conselho Municipal da Mulher, inativado há 12 anos por “negligência política”, seja reinstalado.
E chamou atenção para a necessidade de mais mulheres na política: “Nós não temos nem 20% de representação no parlamento, na Câmara Federal por exemplo, e este ano teremos eleições. É preciso que a mulher esteja incluída no debate, porque o Brasil está precisando dar um passo civilizatório. E isso só acontecerá quando os direitos das mulheres forem respeitados”.
