O secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, rebateu as críticas da oposição de que a Operação Overclean estaria sendo politizada. Em declaração na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nesta sexta-feira (24), durante solenidade que concedeu o título de Cidadão Baiano ao ministro das Cidades, Jader Filho, Loyola comparou a situação à Operação Lava Jato e defendeu a atuação da Justiça.
“Quem mais pode reclamar de politização de ações policiais aqui somos nós. Vi de operação Lava Jato que quebrou o Brasil, prendeu injustamente o presidente Lula, e nem por isso ninguém aqui morreu”, afirmou o secretário, em referência ao presidente Lula (PT), que teve sua condenação anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na ocasião, Loyola destacou que os envolvidos nas investigações da Overclean têm direito à ampla defesa, mas que aqueles que cometeram irregularidades devem responder judicialmente. “Agora quem tem os seus pecados, quem tem os seus desvios, que respondam. A justiça está aí para dar defesa a todos, ninguém está fazendo pré-julgamento”, declarou.
Além disso, o secretário ressaltou que o governo estadual não faz acusações precipitadas nem incrimina pessoas sem o devido processo legal. “São operações, tendo justiça, passa-se justiça, mas todos também podem dizer, ninguém está aqui incriminando, nem levantando dentro de ninguém, nós não temos essa cultura”, afirmou Loyola.
Ao mesmo tempo, o gestor defendeu que as investigações sigam seu curso natural. “É importante que a justiça possa fazer as suas averiguações e, em seguida, se tiver culpado, que seja penalizado, ou se não tiver, foi inocentado, terão a nossa solidariedade também”, completou.
A Operação Overclean tem sido alvo de críticas de setores da oposição, que alegam uso político das investigações. A operação investiga possíveis irregularidades em contratos e licitações, tendo resultado em prisões e afastamentos de gestores e empresários em diferentes municípios baianos.
