O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quinta-feira (18) ao comentar a repercussão envolvendo a tramitação do Projeto de Lei 2.162 de 2023, conhecido como PL da Dosimetria, no Senado Federal. Em entrevista à imprensa, Loyola afirmou que o líder do governo no Senado agiu dentro da lógica e das atribuições do parlamento, destacando sua experiência e capacidade de condução política.
Segundo o secretário, o ambiente legislativo é marcado por negociações complexas e decisões estratégicas, e Wagner, por ocupar a liderança do governo, tem pleno conhecimento do funcionamento da Casa. Loyola rebateu a narrativa de que teria havido um acordo formal com a oposição e explicou que o que ocorreu foi a condução simultânea de pautas distintas, permitindo que cada campo político se posicionasse conforme suas convicções.
Adolpho Loyola também criticou duramente parlamentares que apoiaram o projeto, afirmando que aqueles que defendem mudanças na dosimetria de penas para criminosos deverão responder politicamente por suas escolhas. Para ele, a prioridade do governo federal é garantir governabilidade e responsabilidade fiscal, sem flexibilizar o combate ao crime.
O secretário ressaltou ainda que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem compromisso com a condução responsável do país, enquanto atribuiu à oposição uma postura focada em interesses próprios, incluindo pautas relacionadas a figuras políticas condenadas.
A declaração ocorre após Jaques Wagner afirmar, na quarta-feira (17), que houve entendimento com a oposição para viabilizar a votação do PL da Dosimetria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mesmo sem consulta prévia ao governo. O senador justificou a iniciativa dizendo que não havia razão para adiar a análise de um projeto cuja aprovação já era considerada inevitável. A proposta foi aprovada na CCJ por 17 votos a favor e 7 contra e segue agora para apreciação no plenário do Senado.
