O candidato ao Governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta terça-feira (1º), durante entrevista à Rádio Piatã FM, que pretende manter uma relação de parceria com os 417 prefeitos baianos caso seja eleito. Segundo ele, o apoio político recebido durante a campanha não será usado como critério para definir a relação do governo estadual com os municípios.
“Eu não vou perseguir ninguém. Para mim não interessa se o prefeito votou em mim ou não votou, acabou a eleição, desmonta o palanque e segue a vida”, declarou.
A fala ocorreu durante uma discussão sobre as propostas de ACM Neto para a área da saúde. O candidato defendeu uma maior integração entre o governo estadual e as prefeituras, especialmente para ampliar a oferta de serviços especializados no interior.
Na avaliação de Neto, a gestão estadual deve atuar em parceria com os municípios independentemente da posição política dos prefeitos. A proposta contrasta com uma das principais críticas feitas por adversários ao longo das disputas eleitorais na Bahia, envolvendo a relação entre governos e gestores municipais de diferentes grupos políticos.
Saúde como área de parceria
Ao tratar da saúde, ACM Neto afirmou que pretende preservar iniciativas implantadas por administrações anteriores, citando como exemplo a rede de policlínicas criada durante o governo de Rui Costa (PT).
“Nós vamos manter as policlínicas, a ideia é aumentar a rede de policlínicas”, afirmou.
Segundo o candidato, sua experiência à frente da Prefeitura de Salvador também orientaria a decisão de manter projetos considerados bem-sucedidos, mesmo quando tenham sido criados por adversários políticos.
“Nada melhor do que o exemplo para confirmar isso. Eu fui prefeito de Salvador durante oito anos. Quando eu assumi a prefeitura, existiam poucas iniciativas bem-sucedidas. As que existiam, nós mantivemos”, afirmou.
Hospitais municipais
Neto também defendeu a ampliação das parcerias entre o governo estadual e os municípios para fortalecer hospitais municipais. A proposta inclui investimentos em reformas, contratação de profissionais e aquisição de equipamentos.
A ideia, segundo o candidato, é ampliar a capacidade das unidades municipais e reduzir a concentração de atendimentos nos hospitais regionais.
Ele também citou a possibilidade de instalação de leitos de UTI em determinados hospitais municipais como parte da estratégia para descentralizar o atendimento.
“Pix Saúde”
Outra proposta apresentada por ACM Neto foi o chamado “Pix Saúde”, que prevê o financiamento emergencial de atendimentos na rede privada quando houver risco de vida e ausência de vagas disponíveis na rede pública.
“Quando houver um paciente com um problema muito sério, com risco de vida, entre a vida e a morte, e não houver uma vaga num hospital público para dar a assistência imediata àquele paciente, o Governo do Estado vai ajudar a pagar o tratamento na rede particular”, explicou.
“Nós vamos comprar a vaga para salvar a vida daquele paciente”, afirmou.
Para Neto, a combinação entre investimentos nos municípios, ampliação da rede de policlínicas e utilização emergencial da rede privada poderia reduzir a pressão sobre a fila da regulação.
O candidato afirmou que a estratégia de cooperação com os prefeitos seria aplicada independentemente de alianças eleitorais.
“Eu não vou perseguir ninguém. Para mim não interessa se o prefeito votou em mim ou não votou, acabou a eleição, desmonta o palanque e segue a vida”, reiterou.