O vice-presidente nacional do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, é apontado como favorito para ser o candidato da oposição na disputa pelo governo da Bahia na eleição de 2026. Ele revelou nesta quinta-feira (12) que deseja estreitar o diálogo com o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL.
“O PL é independente, pode ter o seu projeto, mas é importante que todas as pessoas que tenham disposição de fazer oposição ao PT e ao governo do Estado, possam dialogar. Então, esse diálogo foi iniciado em bom nível e eu espero que a gente possa fazer efetivamente manter, aqui em Salvador, esse ano, o apoio do PL, que se iniciou pelo apoio ao prefeito Bruno Reis e isso acho que foi o primeiro passo e abriu as condições para que agora a gente tivesse conversando e eu espero que essa conversa, ela evolua, que ela se aprofunde”, admitiu Neto.
Ao ser questionado sobre um possível apoio a Bolsonaro em 2026, caso volte a ser elegível, o ex-prefeito de Salvador desconversou e disse que o União Brasil terá como prioridade para a disputa presidencial.
“Primeira coisa: Caiado foi vítima de uma decisão política do TRE de Goiás, que eu não tenho dúvida será facilmente revertida no Tribunal Superior Eleitoral, é o primeiro ponto. Segundo ponto, eu não posso especular ou tratar sobre candidaturas de outros partidos na medida em que eu defendo a candidatura do meu partido, que é a candidatura de Caiado. E claro que é muito cedo, né, gente? A gente acabou de sair de uma eleição municipal, então a gente ainda tem aí esse ano de 2025 todo para amadurecer os projetos e compreender qual é o cenário. A prioridade nossa é a candidatura de Caiado a presidente. Eu vou trabalhar isso dentro da União Brasil e do meu campo político, mas acho que a gente precisa conversar. Se eu acabei de falar aqui, nós estamos conversando com o PL da Bahia. É claro que eu acho que tem que existir também uma conversa de âmbito nacional. Cada um tem o legítimo direito de, nesse momento, apresentar e tentar trabalhar pelo seu projeto”, analisou.
“No meu caso, aqui pensando em 26, eu não tenho nenhuma vaidade de ser candidato a governador. Eu não tenho um projeto pessoal nessa história. A minha candidatura só vai acontecer se dois pré-requisitos estiverem presentes e somados. De um lado, um desejo do povo baiano, e do outro, um desejo dos líderes políticos que integram o nosso campo”, concluiu.
