O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) criticou o “tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defendeu a criação de uma rede de proteção para os produtos baianos afetados pelas tarifas.
Durante sabatina na TVE, nesta quarta-feira (26), o ex-prefeito de Salvador também voltou a criticar a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que a Bahia “parou no tempo” em infraestrutura e logística.
Neto declarou ser “completamente contrário” às tarifas norte-americanas e defendeu que os interesses econômicos e a proteção da produção brasileira sejam priorizados.
“Eu defendo a soberania nacional. Eu acho que os interesses econômicos e a proteção à produção brasileira devem vir acima de qualquer outra coisa”, afirmou.
Segundo o candidato, a Bahia precisa adotar medidas para reduzir os impactos das tarifas sobre as commodities produzidas no estado. Entre as estratégias defendidas estão a diversificação dos mercados consumidores, o fortalecimento do consumo interno e a abertura de negociações com outros países para substituir, temporariamente, a demanda norte-americana.
Críticas à diplomacia do governo Lula
Apesar de se posicionar contra o tarifaço, Neto também responsabilizou o governo federal pela dificuldade de diálogo com os Estados Unidos.
“Infelizmente, a gente não pode deixar de constatar que há uma dificuldade de diálogo hoje do governo federal com o governo norte-americano”, disse.
Para ele, parte dos impactos poderia ter sido evitada caso a diplomacia brasileira tivesse adotado outra postura.
‘Bahia precisa dar um salto’
Neto também aproveitou o debate para defender uma mudança no perfil econômico da Bahia. Segundo ele, o estado não pode depender apenas da produção de commodities e precisa avançar na industrialização, especialmente no interior.
“A Bahia precisa dar um salto. Nós não podemos continuar apenas como um Estado produtor de commodities”, afirmou.
Para viabilizar a industrialização, o candidato apontou a necessidade de investimentos em infraestrutura e logística, incluindo portos, rodovias, aeroportos e ferrovias, com integração entre os modais.
Neto relacionou ainda a questão à implementação da reforma tributária. Segundo ele, com a redução da possibilidade de utilização de incentivos fiscais, infraestrutura e logística terão peso ainda maior na decisão das empresas sobre onde investir.
Neto critica promessas de Jerônimo
O candidato voltou a atacar a gestão de Jerônimo Rodrigues e afirmou que projetos anunciados pelo governador não foram executados.
“Infelizmente, nós paramos no tempo. Muitas promessas feitas por Jerônimo não saíram do papel”, declarou.
Para Neto, a Bahia precisa recuperar uma estratégia de longo prazo para aumentar sua competitividade e atrair novos investimentos para o estado.