Salvador, 03/03/2026 08:58

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ACM Neto diz que Jerônimo “não tem autoridade” para enfrentar crise na segurança pública na Bahia

Foto: PAOP
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O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) “não tem nenhuma condição” de resolver o problema da segurança pública no estado. A declaração foi dada na segunda-feira (2), durante entrevista ao podcast Aqui Só Política.

Ao criticar a gestão estadual, Neto disse que o atual governador “não tem autoridade, não tem liderança” e que falta “humildade para reconhecer o problema”. Segundo ele, o primeiro passo para enfrentar a crise seria admitir a gravidade da situação.

“E o outro tema é o da segurança. E aí não tem jeito. O governador Jerônimo não tem nenhuma condição de resolver o problema da segurança pública. Por quê? Porque ele não tem autoridade, ele não tem liderança, ele sequer tem humildade para reconhecer o problema. A primeira coisa que a gente precisa fazer é reconhecer”, afirmou.

Na entrevista, o ex-prefeito fez referência às eleições de 2022, quando foi derrotado na disputa pelo Palácio de Ondina, e declarou já ter reconhecido erros. “Olha gente, eu errei 2022 em várias coisas e tal. Errar é humano, certo? Mas ele não reconhece”, disse, em comparação com o governador.

Neto também criticou declarações atribuídas ao chefe do Executivo estadual sobre a situação da segurança na Bahia. “Ao contrário, ele diz que não, que a Bahia vive em paz, tranquilidade, que está tudo bem e tal. Pelo amor do Pai, meu Deus, não é possível que o cara diga um negócio desse”, afirmou.

Para o pré-candidato, a solução passa por envolvimento direto do governador na condução da política de segurança. Ele defendeu aumento do efetivo policial, melhoria salarial e melhores condições de trabalho para as forças de segurança, além da ampliação de presídios de segurança máxima.

“Não adianta você achar que o secretário de segurança, por melhor que seja, o comandante da polícia, por melhor que seja, não resolve. Só o governador se envolvendo diretamente, participando da discussão. De como vai motivar a tropa, de como vai aumentar o número de policiais, de como vai remunerar melhor a polícia, de como vai dar melhores condições de trabalho à polícia, de como vai tornar os presídios da Bahia de segurança máxima”, declarou.

Ao mencionar o Conjunto Penal Lemos Brito, em Salvador, Neto afirmou que há domínio de facções criminosas dentro da unidade. “Não é a pouca vergonha que acontece dentro da Lembro de Brito, onde as facções criminosas comandam o território do presídio”, disse, acrescentando que é preciso “mais presídio de segurança máxima e que eles funcionem”.

Ele também defendeu maior investimento em inteligência policial para atingir lideranças criminosas. “Como é que vai trabalhar com inteligência para entender onde é que está a cabeça? E não só ir lá na ponta, mas ir na cabeça também.”

Neto citou o estado de Goiás como exemplo de enfrentamento mais rigoroso ao crime. “Aí você vai perguntar, Neto, por que aqui em Goiás o bandido não se cria e o crime não prevalece? Porque lá tem governador que bota para quebrar. Aqui não”, afirmou.

Na sequência, fez críticas ao sistema prisional baiano. “Aí o bandido fica, ‘vou para lá, para a Bahia, meu irmão, porque lá eu vou tocar o terror e não vou ser preso. Se for preso, eu vou lá passar ela na Lima de Brito, pra beber whisky 18 anos, ficar no ar condicionado, ter microondas, pelo amor de Deus, banheiro particular, é o que acontece na Bahia’”, declarou.

Para o ex-prefeito, a mudança depende de “energia, pulso, liderança e ação direta do governador”. “Solução tem, agora não com quem tá aí”, concluiu.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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