O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, fez críticas à condução do governo Jerônimo Rodrigues (PT) diante da escalada de conflitos no Extremo Sul da Bahia. Para Neto, a decisão de solicitar a Força Nacional para a região é reflexo direto da falha do governo estadual em lidar com a crescente violência e as disputas de terras, que, segundo ele, escaparam ao controle do Estado.
O político afirmou que o agravamento da situação é resultado da falta de ação do governo baiano, que, na sua avaliação, não tomou as providências necessárias para conter as invasões e os conflitos, deixando a situação tomar proporções alarmantes. “A situação no Extremo Sul chegou a um ponto que o Estado perdeu totalmente o controle. Jerônimo teve que pedir ajuda da Força Nacional. Isso só mostra a omissão do governo estadual, que deixou o problema crescer até se tornar um conflito fora de controle”, disse ACM Neto.
A Força Nacional foi enviada após o agravamento das tensões na região, envolvendo disputas entre fazendeiros, indígenas e movimentos de trabalhadores rurais. A decisão, que conta com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi tomada após intensos episódios de violência e ocupação de terras. ACM Neto, em sua crítica, afirmou que a falta de mediação e prevenção por parte do governo do Estado contribuiu diretamente para a necessidade de intervenção federal.
O ex-prefeito baiano ressaltou que a gestão de Jerônimo Rodrigues falhou em antecipar e lidar de maneira eficaz com a crise, deixando que o problema se expandisse a ponto de exigir ações de fora do Estado. “Isso é um reflexo de anos de desatenção à segurança no campo e de uma gestão que falhou em promover o diálogo e resolver os conflitos”, afirmou Neto.

