O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou neste domingo (15) que a articulação da oposição para as eleições de 2026 está em fase avançada e apontou a consolidação da aliança com o PL como eixo central da estratégia.
Durante conversa com a imprensa no Campo Grande, no circuito do Carnaval, Neto disse que, apesar de não ter se encontrado pessoalmente com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na recente visita do dirigente ao Litoral Norte, o alinhamento entre as siglas já está estruturado.
“Não tive condições de ir lá encontrá-lo, mas tivemos recentemente em Porto Seguro e eu tenho certeza que esse alinhamento com o PL está bastante organizado e a sintonia total”, afirmou, ao defender a coesão do bloco oposicionista.
A possível saída do senador Angelo Coronel (PSD) da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) também entrou na pauta. Neto evitou condicionar a movimentação do parlamentar a uma filiação específica, mas sinalizou que o União Brasil está aberto a recebê-lo.
“União Brasil é uma opção para ele, as portas estão abertas, seria para a gente uma alegria, mas não é uma imposição. Ele pode vir para o União Brasil, mas pode ir para outro partido e vai estar muito bem resolvido”, disse, ao enfatizar que o mais relevante é a adesão ao projeto majoritário da oposição.
Outro ponto tratado foi a permanência do Republicanos na aliança. O partido integra a base do prefeito de Salvador, Bruno Reis, e é considerado estratégico na montagem da chapa de 2026. Neto mencionou a possibilidade de viabilizar a candidatura de Luiz Carlos à Câmara dos Deputados como parte das negociações para fortalecer a legenda comandada na Bahia por Márcio Marinho.
“Possibilidade há todas. Vamos avaliar qual é o desenno. Quando à gente passar a ressaca aí da Quarta de Cinzas, a gente senta para conversar novamente e ver como é que o Republicanos vai ser devidamente contemplado”, afirmou.
Ao final, o ex-prefeito destacou que pretende conduzir as tratativas com diálogo e valorização das relações políticas. “Vou conversar com Márcio Marinho pela importância do partido, mas pelo peso que ele tem e pela amizade e respeito que eu tenho por ele, que é muito grande”, concluiu.
