O pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (2), em entrevista ao podcast Aqui Só Política, que pretende apoiar um candidato à Presidência da República em 2026, mas ressaltou que ainda é cedo para definir apoios ou estratégias.
“Primeiro, eu tenho dito sempre e quero repetir que a minha disposição é de ter um candidato a presidente da república esse ano. Tem muitas coisas de 2022 que eu me arrependo. Essa eu não me arrependo, porque é fácil a pessoa ser engenheiro de obra pronta. Eu não sou desse tipo de gente”, declarou.
ACM Neto comentou também sobre críticas recebidas após as eleições de 2022, negando que tenha adotado postura de indiferença na disputa. “Jamais falei ‘tanto faz’. Isso foi uma frase colocada pelos meus adversários de maneira competente, coisa de marketing, colocaram isso na minha boca sem eu jamais ter dito”, afirmou.
O pré-candidato disse que, entre os nomes já apresentados ao cenário presidencial, sua preferência atual é pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que recentemente deixou o União Brasil para o PSD. “Caiado era do União Brasil. Ele decidiu sair do partido, nos comunicou que sairia, a decisão de ir para o PSD foi exclusivamente dele. Ainda é cedo para gente poder antecipar essa posição”, disse.
Sobre a possibilidade de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) para presidente, ACM Neto afirmou que não vê obstáculos para o diálogo. “Quanto a conversar com o senador Flávio Bolsonaro, eu não tenho nenhuma dificuldade de fazer isso. Ao contrário, não é novidade, eu já dialogo com ele há mais tempo. Na campanha de 2022, por exemplo, nós dialogamos. Eu não apoiei o Jair Bolsonaro, mas eu dialoguei com Flávio, até em algum momento que eu não falava tanto, aliás, não falava, porque chegou no momento que eu deixei de ter diálogo com o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas mantive o diálogo com Flávio. O PL aqui é um importante aliado do nosso projeto político. Eu não vejo nenhum motivo que me impeça de dialogar com o senador Flávio Bolsonaro.”
ACM Neto concluiu destacando que a definição de apoios e estratégias dependerá da evolução do cenário político nos próximos meses. “Se por um lado eu lhe afirmo que pretendo ter candidato a presidente, por outro, antes de tudo, eu preciso entender como é que vai ficar o cenário. Quem de fato vai disputar? São dúvidas que só os próximos meses é que dirão o que é que vai acontecer de fato e como é que vai ficar essa configuração”, disse.
