O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), defendeu a formação de uma frente ampla de centro-direita para unificar a oposição no estado. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (30), Neto analisou o cenário eleitoral e ressaltou a necessidade de desvincular a estratégia local das indefinições na política nacional.
Ele destacou que o foco principal de sua articulação é construir um “projeto nosso, do campo de oposição, que unifique às oposições e trate do futuro da Bahia”. O político afirmou que o plano político estadual deve ter autonomia, independentemente de quem venha a ser o nome da terceira via na disputa pela Presidência da República.
Embora o União Brasil priorize, hoje, o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como uma possível pré-candidatura ao Planalto, Neto defende que a chapa baiana se alinhe a uma estratégia nacional de enfrentamento ao Partido dos Trabalhadores (PT). “Nosso foco está no Estado, independentemente de candidaturas nacionais”, garantiu o ex-prefeito.
Além disso, ele minimizou a influência das decisões de outros líderes de centro-direita no projeto baiano. O ex-prefeito citou a sinalização do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de permanecer no cargo, afirmando que essa e outras especulações não podem condicionar a estratégia local.
Neto expressou o desejo de que o seu partido tenha um papel central em 2026. “Diferente do que aconteceu em 2022, esperamos que a União Brasil possa, para 2026, ter uma candidatura própria ou em aliança, e acompanharemos essa candidatura inclusive numa aliança aqui na Bahia”, disse.
Ademais, o líder do União Brasil reforçou que a oposição baiana demonstrará “coragem e determinação” para se organizar e consolidar seu projeto político, com o objetivo claro de focar no desenvolvimento do estado, longe das amarras das incertezas de Brasília.
Projeto unificado
Na ocasião, ACM Neto também defendeu um projeto unificado da oposição ao PT e descartou qualquer movimento de aproximação com partidos que integram a base governista, como PSD e MDB.
Neto destacou que os projetos pessoais não podem se sobrepor à construção coletiva da oposição, em um claro sinal de que a estratégia do grupo será evitar disputas internas e negociações ambíguas. “Nem eu, nem Bruno, nem ninguém tem força sozinho. Esse projeto precisa ser maior do que nomes. É hora de ter humildade e pensar coletivamente”, afirmou.
Questionado sobre possíveis diálogos com PSD e MDB, Neto descartou qualquer entendimento político com essas legendas neste momento. “Não há conversa com o PSD da Bahia sobre política. O MDB é base do PT. Não vamos misturar pautas técnicas com especulação política”, disse.
