O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, avaliou a queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante entrevista à rádio Piatã FM nesta terça-feira (28). Ele afirmou que a desaprovação do presidente, que chegou a 41% na Bahia segundo uma pesquisa interna, pode impactar as eleições de 2026, tanto no plano nacional quanto no estadual.
“Essa queda de popularidade do presidente, ela interfere [nas eleições]. Em 2022, Lula estava no auge da sua popularidade, teve praticamente 73% dos votos no estado da Bahia. É claro que essa queda hoje reflete o quê? Reflete a expectativa que o brasileiro criou sobre o governo e a realidade. Então, a expectativa era uma, a realidade é outra”, disse ACM Neto.
O ex-prefeito criticou a gestão de Lula, afirmando que o governo atual não conseguiu replicar o sucesso de programas do passado, como o Minha Casa Minha Vida, e que a administração petista está “ultrapassada”. “Eu acho, inclusive, que até então eles perderam uma oportunidade grande de fazer um governo mais amplo para todo o Brasil. Um governo menos de esquerda, menos do PT. Mas o governo é de esquerda, o governo é do PT, o governo tem uma cabeça, na minha opinião, ultrapassada, antiga”, declarou.
ACM Neto também destacou que a rejeição a Lula na Bahia, que historicamente ficava em torno de 10% a 15%, chegou a 41% em uma pesquisa interna recente. “Eu vi uma pesquisa interna muito recente aqui da Bahia, cuja avaliação dele negativa, rejeição, chegou a 41%, o que é absolutamente inédito, porque o histórico das pesquisas mostra que Lula na Bahia tinha 10%, 15% de rejeição, não passava ali dessa casa dos 15%, chegou a 41%”, afirmou.
Ele relacionou o aumento da rejeição ao desempenho do governo federal e à frustração das expectativas criadas durante a campanha eleitoral. “Isso reflete essa última pesquisa da Quest que foi divulgada com avaliação dele negativa no Nordeste. Então, que isso pode ter impacto, pode, sem dúvida alguma, na eleição, tanto presidencial como aqui na Bahia em 2026”, completou.
A análise de ACM Neto ocorre em um momento em que o governo Lula enfrenta desafios para manter sua popularidade, especialmente no Nordeste, região tradicionalmente favorável ao PT. A última pesquisa Quest, divulgada em março, mostrou que a desaprovação ao presidente no Nordeste subiu de 22% para 29%, enquanto a aprovação caiu de 60% para 54%.
