O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), falou sobre os impactos da oficialização da federação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Durante agenda na manhã desta quinta-feira (28), ele pontuou que o rearranjo político deve provocar movimentações naturais nas bancadas,
“É normal que na janela do próximo ano, de março, tenha deputados que saiam e outros que entrem. No caso da União Brasil do Progressistas, como a gente fez uma federação, já contamos que em alguns estados haverão perdas, para um lado ou para outro. Agora eu acho que a gente vai ganhar mais do que vai perder”, disse o ex-prefeito em conversa com a imprensa.
Porém, Neto disse que a prioridade é manter a coerência programática e a sintonia com o palanque da oposição, tanto na Bahia quanto em nível nacional. “Aqui na Bahia, por exemplo, a gente não vai ter na federação ninguém que não esteja alinhado com o projeto das oposições, não há chance, não há hipótese. O candidato a deputado estadual e a federal, para isso, eu acho que tem que estar alinhado com o projeto. Assim como a nível nacional, se a gente quer ter um candidato a presidente, não vai virar uma anarquia em que cada um faça o que quiser”, falou.
Neto seguiu: “Quando fui candidato a prefeito de Salvador em 2012, o meu partido ficou sem nenhum vereador de mandato na Câmara durante a eleição. Depois elegemos três, mas o fato de ter ficado sem nenhum foi fundamental, porque não adiantava um vereador não estar com o candidato a prefeito. Então, é preciso coerência nos partidos.”
