O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, criticou a situação da segurança pública no estado após um confronto registrado na noite de quinta-feira (19), em Ipiaú, no sul da Bahia. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o político comentou as cenas de pânico vividas por moradores da cidade.
“Onde já se viu, gente, uma cena como essa que aconteceu na cidade de Ipiaú. Oito horas da noite, uma das praças mais importantes da cidade, uma verdadeira cena de guerra, mas que está acontecendo no interior da Bahia”, afirmou.
Segundo informações da polícia, quatro suspeitos morreram após serem baleados durante uma troca de tiros com policiais militares. Imagens que circulam nas redes sociais mostram agentes se protegendo atrás de uma viatura enquanto efetuam disparos. Em outro momento, moradores aparecem deitados no chão da rua para se proteger. A Secretaria da Segurança Pública da Bahia informou que não houve civis feridos.
ACM Neto ponderou que a Polícia Militar continua atuando, apesar do que considera falta de prioridade do governo estadual na área de segurança pública, sob gestão de Jerônimo Rodrigues.
No vídeo, o ex-prefeito relatou ter conversado com moradores após o ocorrido e destacou o clima de medo na cidade. “Eles estavam em estado de choque, todo mundo perplexo, porque se viram quase que no meio de uma situação de guerra”, declarou.
O político também associou o aumento da violência à presença de facções criminosas em municípios do interior. “Hoje em dia não interessa o tamanho da cidade, porque inclusive nas pequenas e médias cidades do interior do estado da Bahia estão presentes as facções criminosas, o crime organizado tocando terror”, disse.
Na publicação, ACM Neto defendeu o reforço de investimentos em segurança pública, com ampliação do efetivo policial, melhoria de equipamentos e uso de inteligência, além de políticas voltadas à educação e geração de oportunidades para jovens.
Ele também fez críticas diretas à atuação do governo estadual. “Enquanto isso, o governador continua de braços cruzados, achando que a Bahia vive um clima de paz e tranquilidade”, afirmou.
