Ao comentar vazamento de áudios de investigações, deputado federal baiano cobrou respeito à ampla defesa e rechaçou julgamentos precipitados.
O deputado federal Márcio Marinho (Republicanos) manifestou-se de forma contundente nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, em Salvador, Bahia, a respeito das recentes investigações e vazamentos de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro. Entrevistado na rádio CBN Bahia pela bancada composta por André Spínola, Fernanda Cruz e Evilásio Jr., o parlamentar cobrou isonomia institucional e o cumprimento rigoroso dos ritos constitucionais de defesa.
Marinho esquivou-se de emitir vereditos antecipados sobre o mérito das denúncias e enfatizou que o princípio do contraditório deve resguardar qualquer homem público, independentemente de sua coloração partidária ou ideologia. “Não estou aqui para julgar ninguém. Tanto é que ele tem que ter o direito, como o Lula teve o direito, como tantos outros tiveram direito da sua defesa, o contraditório”, asseverou o líder do Republicanos baiano, traçando um paralelo histórico entre os direitos assegurados a diferentes espectros políticos.
O congressista, que possui formação em Gestão Pública e proeminência eclesiástica, argumentou que a aplicação das leis penais brasileiras não pode ser pautada por conveniências políticas ou clamores midiáticos sazonais. Para Marinho, o julgamento final deve pertencer estritamente aos tribunais e, posteriormente, ao crivo soberano dos eleitores nas urnas. “Agora, se cometeu alguma falha, se cometeu um crime, a justiça é para todo mundo. É para Lula, é para Flávio, é para mim, é para Fernanda, é para Evilásio, é para todo mundo. Mas tem que respeitar o que diz a lei”, concluiu.
