Liderança do União Brasil afirma que o fim dos incentivos fiscais exigirá forte investimento em infraestrutura e logística para manter o estado competitivo.
A consolidação da Reforma Tributária e o fim gradual dos incentivos fiscais estaduais exigirão uma mudança profunda na estratégia de atração de investimentos para a Bahia. A avaliação foi apresentada por ACM Neto (União Brasil) durante o fórum promovido pelas entidades do setor produtivo baiano (Faeb, Fecomércio-BA, Fieb e Fetrabase) em Salvador.
Segundo o ex-prefeito da capital, o modelo de desenvolvimento baseado na isenção de impostos está com os dias contados. “Com o novo modelo tributário que entra em fase de transição, a possibilidade do Estado conceder incentivos fiscais vai estar muito limitada e depois eliminada. E aí a gente vai ter que mudar o chip, não tem jeito”, alertou.
Para evitar que novos empreendimentos migrem para estados do Centro-Oeste ou do Sul, ACM Neto defendeu que a Bahia ofereça diferenciais competitivos baseados em eficiência logística e integração de modais de transporte. “Como é que a Bahia vai ser um estado competitivo para que uma indústria não decida ir para o Mato Grosso e venha para o Extremo Sul do nosso estado? Não tem outro caminho a não ser com o investimento em infraestrutura, em logística e na integração dos nossos modais”, sustentou.