Salvador, 06/11/2026 15:47

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ACM Neto reafirma confiança nas urnas eletrônicas, mas explica por que não telefonou a Jerônimo após o pleito

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Vice-presidente nacional do União Brasil destacou que reconheceu o resultado imediatamente após a apuração, mas criticou condução da campanha adversária e uso da máquina pública

O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira (6) que sempre reconheceu a segurança das urnas eletrônicas e a legitimidade do resultado proclamado pela Justiça Eleitoral, mas explicou que optou por não telefonar ao governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) devido aos embates ocorridos durante a campanha de 2026. Em entrevista à Rádio CBN Salvador, Neto diferenciou a lisura do sistema eletrônico de votação do que classificou como uso da máquina pública no período eleitoral.

“É verdade que eu não liguei e não ligaria. Não liguei e não ligaria porque ele não merece o meu telefonema. Ele fez uma campanha na base do ódio, da mentira, das manipulações. Ele me atacou pessoalmente, ele no seu programa eleitoral trouxe várias mentiras a meu respeito, e ele é uma pessoa que não merece o meu telefonema. Então eu não liguei para Jerônimo, não me sinto na obrigação”, declarou.

O ex-prefeito ressaltou que se pronunciou publicamente assim que a apuração definiu o resultado do pleito estadual. “Na hora da derrota, imediatamente quando vi que a eleição tava resolvida, como sempre faço, desci, falei com a imprensa, dei uma declaração reconhecendo que tinha perdido. Aqui nunca ninguém me ouviu com choro de perdedor, nem na passada nem nessa, de questionar o resultado das urnas. Eu acho que o processo eleitoral no Brasil, as urnas são absolutamente seguras, sempre defendi isso, continuo defendendo. Depois de duas derrotas, defendo a lisura do processo eleitoral brasileiro nas urnas”, frisou.

Para o dirigente, a discussão sobre o equilíbrio das disputas passa pelas regras de conduta de gestores que buscam a reeleição. “O que acontece antes é outra coisa: uso da máquina, abuso do poder econômico, falta de limite para governadores que buscam a reeleição, o presidente que busca a reeleição, torrar o dinheiro público. Isso é outra história, que tudo isso tem uma influência direta na eleição. Agora, o processo eleitoral em si, a urna eletrônica, eu sempre reconheci a sua correção e não será agora que vou fazer diferente. Então, reconheci o resultado da minha derrota, disse imediatamente que iria fazer a partir daquele momento oposição, como estou fazendo, respeitando a vontade do eleitor”, concluiu.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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