Jornalista sugere começar a leitura por temas de interesse, como quadrinhos e games, e compartilha método pessoal de afastar o smartphone para vencer o vício digital
Em um cenário dominado por telas e notificações constantes, a jornalista e escritora Adriana Oliveira compartilhou estratégias e conselhos para incentivar jovens e adolescentes a criarem o hábito da leitura. Falando a estudantes durante a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), a autora destacou que o ponto de partida deve ser o interesse pessoal de cada leitor, de histórias em quadrinhos a conteúdos sobre videogames.
Adriana defendeu o início gradual da prática e a busca por temas que gerem identificação com a juventude.
“Leiam, leiam, leiam muito, leiam de tudo. Ah, não gosto de ler, só quero revista em quadrinho? Começa pela revista em quadrinho. Ah, eu gosto só de jogar? Pega um material que tenha a ver com o jogo, com o que você gosta. Leiam, que isso vai despertar. Se não gosta, leia um dia, uma página. Faz esse compromisso com você”, aconselhou.
Para vencer a dispersão provocada pelos smartphones, a escritora revelou adotar um método pessoal de distanciamento físico do aparelho e propôs um “combinado” dos jovens consigo mesmos.
“Hoje, para eu conseguir ler mais e voltar a ler como eu lia, eu tenho feito esse exercício também: deixo o celular longe do meu alcance para que ele se torne uma dificuldade, para eu ter que fazer o movimento de levantar. Tipo: ‘não, hoje eu vou ler durante meia hora’. A gente tem que fazer uns combinados com a gente, porque é viciante. Mas com vontade a gente consegue, e a leitura ajuda a abrir portas, janelas e pensamentos, levando a gente para muitos lugares”, concluiu.