Jornalista celebra transição de carreira ao estrear como escritora na feira literária em Cachoeira e defende a formação de leitores para o reconhecimento de direitos na sociedade
A jornalista e escritora Adriana Oliveira destacou a importância da formação de novos leitores para o fortalecimento da cidadania e da democracia durante a sua participação na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). Presente no evento em um novo momento profissional, a autora celebrou sua transição da cobertura jornalística para a escrita autoral em uma das principais feiras do país.
Adriana enfatizou que o incentivo à leitura entre os jovens é um pilar indispensável para o desenvolvimento crítico e a conquista de direitos na sociedade.
“Em relação à literatura, a esse encontro da leitura com os jovens, eu acho isso fundamental. Para a sobrevivência da nossa democracia, a gente viu recente isso, o quanto pensar é importante, o quanto a mobilização faz a diferença. E para que a gente se mobilize, se reconheça, busque os nossos direitos, a gente precisa ter esse movimento da leitura, da formação, da educação. Então, quanto antes começar, melhor para todos nós, melhor para a sociedade”, afirmou.
A escritora também ressaltou a dimensão afetiva de retornar ao evento no Recôncavo Baiano em uma nova condição profissional.
“A Flica para mim está representando um momento especial de transição de carreira, de momento em que eu me descubro na literatura. Estou voltando aqui não para fazer reportagem, mas para poder fazer parte das pessoas que estão nessa troca de conhecimento, de aprendizado. É uma alegria enorme porque essa é uma das principais feiras literárias da Bahia e do país. Isso me deixa com o coração quentinho”, declarou.