O vereador Claudio Tinoco criticou as campanhas para excluir artistas da programação do Festival Virada Salvador 2026 em razão de seus posicionamentos políticos. Para ele, divergências eleitorais não podem servir de justificativa para impedir apresentações ou restringir o trabalho de músicos.
“A gente admite que alguém pode não gostar de um artista, de um estilo musical ou preferir outro dia. Mas fazer censura porque o artista fez o L, o B ou o F? Passou a eleição, você desmonta o palanque. Cada cidadão tem o direito de manifestar suas preferências e qualquer profissional tem que ter seu espaço de trabalho”, afirmou.
Tinoco destacou que a diversidade é parte da identidade cultural de Salvador, reconhecida pela Unesco como Cidade da Música. O vereador citou a Casa do Carnaval e o museu Cidade da Música da Bahia como iniciativas que valorizam essa trajetória e reforçou que a capital baiana deve acolher diferentes expressões artísticas.
“Aqui não se faz censura. Nós não admitimos campanha para impedir que um artista se apresente por sua preferência política. Salvador é plural, e isso também se expressa na nossa música”, declarou.
O vereador também ressaltou a importância do Festival Virada para a geração de empregos, o turismo e a movimentação da economia. Segundo Tinoco, o evento, criado na gestão de ACM Neto e mantido pelo prefeito Bruno Reis, beneficia trabalhadores e empreendedores de diversos setores.
“O festival gera empregos, movimenta a economia e recebe milhares de visitantes. Não vamos aceitar que a disputa eleitoral seja usada para tentar tirar o espaço de trabalho de cantores, compositores e músicos”, concluiu.